Brasil caminha para ser o maior mercado de agroquímicos
1 de setembro de 2010

O Brasil caminha para se tornar o maior mercado mundial de agroquímicos em um prazo de no máximo dois anos. A estimativa, feita pelo presidente para América Latina da Nufarm Indústria Química, Valdemar Fischer, foi um dos principais recados da Crop World (http://www.cropworld-southamerica.com.br), que aconteceu nos dias 23 e 24 de agosto no Centro de Convenções Amcham na cidade de São Paulo.

O evento trouxe para o País as novidades mundiais em tecnologia de agroquímicos para a produção de defensivos e fertilizantes. A Crop World reuniu empresas fornecedoras de produtos e soluções na área de  agroquímicos, sementes, nutrientes, fitossanitários, entre outras aplicações e insumos essenciais para a produção agrícola.

A Crop World foi realizada conjuntamente com a Informex Latin America, dedicada ao segmento químico. Ambas as feiras reuniram mais de 40 expositores e 1,2 mil participantes. Os principais formadores de opinião e tomadores de decisão dos setores químico e de defensivos conferiram os lançamentos de produtos nacionais e internacionais.

Expositores e patrocinadores destacaram o intercâmbio tecnológico e o ambiente favorável à geração de oportunidades e negócios, que a Crop World proporcionou.

Congresso

A programação de palestras da Crop World contou com lideranças do agronegócio, consultores e executivos de grandes empresas do setor.

O presidente da Syngenta Proteção de Cultivos para América Latina e da CropLife América Latina, Antônio Carlos Guimarães, ressaltou que a região terá papel preponderante na produção de alimentos e que é preciso observar o produtor rural como o protagonista de todo o desenvolvimento.

O diretor-executivo da Andef, Eduardo Daher, correlacionou os ganhos de produtividade da agricultura brasileira nos últimos anos ao uso de defensivos, lembrando que a indústria investe em educação para o manejo correto dos produtos na lavoura e em novas fórmulas com foco na segurança alimentar.

A ineficiência logística custa ao Brasil US$ 4 bilhões ao ano, disse a consultora Elizabeth Chagas da E.C. Consultoria e Assessoria em Comércio Internacional. Segundo ela, a infraestrutura está muito concentrada no Sul e Sudeste e é preciso criar alternativas de escoamento pelo Norte.

O vice-presidente da divisão de agro da Basf, Eduardo Leduc, afirmou que o produtor rural não pode ser tachado de vilão da sustentabilidade, essencialmente, pelo fato de que as lavouras e pastagens são protagonistas da produção de alimentos e do sequestro de carbono.

A gerente de sustentabilidade da Monsanto, Gabriela Burian, disse que avanços no tema passam pela construção de um discurso comum entre as diversas partes interessadas os vários stakeholders - da sociedade. De produtores a empresas, passando pelo governo, mídia, chegando ao cidadão, ao consumidor.

O vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, defendeu uma nova lógica de consumo, na qual clientes e fornecedores privilegiem produtos que agreguem valor qualidade, respeito social, ambiental, segurança - e não só a competição baseada no preço.

O professor José Luiz Tejon, diretor do centro de estudos do agronegócio da ESPM, salientou que o agro caminha para um processo de descomoditização. De acordo com ele, processo e origem da matéria-prima emergem como diferenciais competitivos.

As informações são da assessoria de imprensa da Crop World South America.

Agrolink

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