Receita bruta das lavouras de Mato Grosso foi de R$ 22 bilhões este ano
30 de dezembro de 2008

Autor: A Gazeta

Mesmo tendo colhido no segundo semestre deste ano muitas incertezas quanto ao futuro, as lavouras de Mato Grosso devem fechar 2008 com uma renda bruta de R$ 22,468 bilhões. Pelo menos é o que aponta o último levantamento da renda agrícola, elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e divulgado em novembro. O valor 54,1% maior ou R$ 7,891 bilhões a mais sobre o registrado no ano passado, quando foi avaliado em R$ 14,577 bilhões.

A pesquisa inclui os 20 principais produtos cultivados no Brasil, entre eles, a soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, arroz, que são plantados em Mato Grosso, além de outras culturas. Para chegar ao Valor Bruto da Produção multiplica-se a quantidade produzida pelo preço pago aos produtores. Os números apurados pelo ministério decorrem do aumento no valor das commodities agrícolas no mercado internacional, que seguindo a lógica refletiria no incremento na rentabilidade do agricultura estadual.

Porém, não foi exatamente o que aconteceu, já que desde o ano passado, os produtores locais acumulam alta no preço dos fertilizantes, que desde janeiro de 2007 até outubro deste ano tiveram o valor majorado em 183,3%. No primeiro mês do ano passado, a tonelada do insumo custava R$ 600 e em outubro deste ano saltou para R$ 1,7 mil, fazendo com que as contas do produtor sejam divergentes às da assessoria do Mapa.



Segundo os dados, do total estimado para a renda agrícola mato-grossense (R$ 22,468 bilhões), a soja abocanha 87,6% com R$ 11,974 bilhões. Na comparação com o ano passado, o montante ganho com a venda da oleaginosa obteve incremento de 47,4% ante os R$ 8,118 bilhões registrados em 2007. Para Ricardo Tomczyk, membro diretor das entidades do setor produtivo (Famato e Aprosoja/MT), o governo federal tem de levar em consideração os custos da produção, que aumentaram significativamente. "Com a elevação nas despesas com a lavoura, abatemos na receita, e a rentabilidade diminuiu", diz ao explicar que o aumento previsto pelo governo é decorrente da boa produção registrada este ano, que teve produtividade inédita e preços recordes no primeiro semestre.



O milho, também apresenta uma boa rentabilidade para este ano, calculada em R$ 3,255 bilhões, o que representa um incremento de 78,5% em relação aos R$ 1,823 bilhão de 2007.

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