Etanol pode subir ainda mais, afirma Datagro
15 de outubro de 2015


A estimativa para a disponibilidade do etanol no País está em 16,14 bilhões de litros para a safra 2015/2016, ante a projeção anterior de 16,74 bilhões de litros. Com um ritmo de consumo entre 1,5 e 1,57 bilhão de litros ao mês até setembro, o consumo anualizado varia entre 18 e 19 bilhões de litros, o que aponta um déficit sobre a disponibilidade. Então o preço precisa subir para fazer com que o preço relativo de hidratado e da gasolina aumente na bomba para diminuir o consumo , analisa Nastari.


Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), no período de 13 de setembro a 10 de outubro, o preço médio do etanol em São Paulo variou de R$ 1,875 à R$ 2,171, mais 15,78%. Já a gasolina teve variação média de 6,24%, indo de R$ 3,027 para R$ 3,216.


A previsão para a produção de etanol para a safra 2015/ 2016 deve ser maior do que o período 2014/2015, sendo 30,45 bilhões de litros ante 29,49, respectivamente. Com isso, a consultoria aumentou a sua estimativa para a exportação do biocombustível em 600 milhões de litros.


Agora, a Datagro acredita que a exportação do álcool no Centro-Sul deve ser de 1,65 bilhão de litros, enquanto no Norte e Nordeste esse montante deve ser de 150 milhões de litros, somando um total de 1,8 bilhão de litros para a safra 2016. A estimativa anterior era de 1,09 bilhão de litros.


Cana-de-açúcar


A previsão de moagem de cana-de-açúcar no País foi mantida em 663,83 milhões de toneladas a safra 2015/2016. Desse total, 604,6 milhões de toneladas serão do centro-sul e 59,18 milhões de toneladas nas regiões Norte e Nordeste.


Em relação ao açúcar, a Datagro manteve a estimativa de produção em 31,39 milhões de toneladas no centro-sul e 3,294 milhões de toneladas para o Norte e Nordeste.


Entretanto, é esperada uma queda no consumo do açúcar em 2,5% no centro-sul do País, para 9,027 milhões de toneladas; e 3% no Norte/Nordeste, para 2,098 milhões de toneladas frente a safra 2014/2015.


A queda, segundo Nastari, ocorre em decorrência do efeito cascata da economia, com baixa comercialização de produtos industrializados, como refrigerantes, sorvetes e massa para bolos, entre outros.


Cenário internacional


O mercado mundial segue em recuperação. A competitividade do Brasil melhorou com o novo patamar de câmbio mais a ajuda do clima, que tem impactado a redução na Índia e a redução de safra na União Europeia e na China , afirma Plínio Nastari, sobre o etanol.


O dólar forte e o real desvalorizado, no curto prazo, não tem muito impacto nas commodities em que o Brasil é formador de preço, casos do açúcar e o café. O preço no mercado mundial corrige e reflete a desvalorização do real . Ele acredita em um impacto no médio prazo - de dois a quatro anos - com o aumento da competitividade no mercado brasileiro.


Fonte: Fernando Barbos, do DCI

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