Mato Grosso colherá apenas 5,9% da área de soja em janeiro com atraso no plantio
17 de dezembro de 2014

Mato Grosso deverá colher apenas 5,9% dos 8,866 milhões de hectares semeados em janeiro. O atraso no plantio provocado pela falta de chuva em outubro fará com que o volume colhido até o final de janeiro fique abaixo da média dos últimos cinco anos. As projeções são de que a colheita atinja seu pico entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira semana de março. Na safra 2013/2014 Mato Grosso havia encerrado janeiro com 10,6% dos 8,4 milhões de hectares semeados.
 
 
As projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) são de que a colheita da soja atinja entre a segunda quinzena de fevereiro e a primeira semana de março pico de 66% da área colhida, contudo o Boletim Semanal da Soja, divulgado nesta terça-feira (16) pelo instituto, revela que as previsões meteorológicas são de chuva acima da média em alguns municípios nesta época. A previsão de chuva é do Somar, revela o Imea.
 
 
"Assim, a definição da produtividade desta safra deve ficar para os últimos dias, pois o clima poderá trazer reflexos positivos, mas também pode atrapalhar o ritmo da colheita, possibilitando perdas na produtividade com o excesso de chuvas”, pontua o Imea.
 
 
Apesar do atraso, o produtor mato-grossense conseguiu recuperar o ritmo e plantar dentro da janela ideal da soja. Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Nelson Piccoli, o que ajudou foi o fato de o produtor mato-grossense ser "muito técnico".
 
 
De acordo com o Imea, as vendas futuras da soja 2014/2015 saltaram de 25,1% em novembro das 27,8 milhões de toneladas projetadas para 34,1% até esta segunda semana de dezembro. "Havia uma perspectiva de que nós teríamos um ano complicado do ponto de vista econômico, em razão de que a soja teve um período de preços muito baixos e as previsões apontavam que este cenário se manteria. Isso acabou não se confirmando e o clima não favorável no início da safra contribuiu para que houvesse um alinhamento e uma melhora nos preços, além de outros fatores externos e internos como a valorização do dólar", salienta Nelson Piccoli.

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