Estradeiro Aprosoja constata aumento de 30% na pavimentação da BR-163
8 de dezembro de 2014

O Movimento Pró-Logística constatou um aumento de 30% de pavimentação na BR-163 nos primeiros 700 quilômetros da rodovia, percorridos durante os dois primeiros dias da expedição Estradeiro BR-163. O trecho menos pavimentado continua sendo aquele dentro do estado do Pará, a partir da cidade de Novo Progresso até as proximidades do entroncamento com a Transamazônica. A comparação se dá sobre as informações do relatório de 2013.
Os integrantes da expedição atravessaram cerca de 150 km de estrada de chão durante o segundo dia de viagem, nesta quinta-feira, boa parte ainda no chamado leito natural da pista, cuja última intervenção data da década de 1970, quando o Exército abriu a rodovia.
O pior trecho são os 56 km logo após a cidade de Novo Progresso, que eram de responsabilidade da construtora Trimec, mas foram abandonados. Uma nova construtora, a Sincop, vai assumir o trecho a partir do próximo ano. Além da falta de pavimentação, as pistas estão sem nenhuma manutenção, o que dificulta o tráfego, mesmo sem chuvas.
“O que a gente não consegue entender é porque o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) não mantém pelo menos uma empresa aqui para patrolar e dar manutenção e adequação à pista. Não estar pavimentado não é crime, mas não pode deixar como está, sem nenhuma manutenção”, criticou o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.
O grupo também atravessou ontem o que qualificou como “sem dúvida, o melhor trecho da rodovia”: cerca de 20 km já pavimentados e sinalizados pela empresa CBMI, concluídos ainda em 2012. O trecho termina pouco antes de atingir Miritituba, por onde passa a BR-230, a Transamazônica, e onde está o porto do rio Tapajós.
TRANSBORDO - O Estradeiro visitou, por água, a Estação de Transbordo de Carga da empresa Bunge, única em atividade na margem direita do rio Tapajós. Ao longo do percurso, os integrantes puderam ver as diversas obras de outros terminais na margem do rio. A expectativa é que, até 2019, o local seja uma das principais estações de carregamento da porção sudoeste do Pará. Hoje, barcaças com até 36 mil toneladas de capacidade já trafegam pelo rio rumo ao porto de Vila do Conde, onde os produtos seguem para exportação.

Fonte: Redação Só Notícias

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