Preço do etanol sobe na maior parte do país
11 de novembro de 2014

Os motoristas da maior parte do país já estão pagando mais caro pelos combustíveis nos postos. Pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostrou que, na semana entre 2 e 8 de novembro, os preços do etanol hidratado, usado diretamente no tanque dos veículos, subiram ao consumidor final de 15 Estados em relação à semana anterior. Na mesma comparação, a gasolina ficou mais cara para motoristas de 15 Estados e do Distrito Federal.


O movimento reflete um aumento dos preços do etanol nas usinas de cana-de-açúcar e a alta da gasolina nas refinarias. Começou a vigorar na sexta-feira o reajuste de 3% da gasolina, conforme anunciado pela Petrobras. Apesar de o percentual ter sido considerado pequeno, o reajuste traz um efeito psicológico e, num primeiro momento, provocou uma elevação de R$ 0,10 no litro em alguns postos de combustíveis da capital paulista, explica um trader. Segundo ele, o efeito real teria de ser da ordem de R$ 0,03 por litro (ou 1,3%).


Nas usinas, as cotações também subiram na última semana, depois de algumas semanas em retração. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado se valorizou 1,05% de 3 a 7 de novembro ante a semana anterior, para R$ 1,1853 o litro.


Nos postos, a maior valorização do biocombustível foi registrada no Acre, onde o preço do litro do hidratado ficou 1,2% mais elevado. No Estado de São Paulo, maior centro consumidor do país, o preço médio subiu 0,46%, acima da alta observada na gasolina em igual intervalo, de 0,42%. A maior valorização da gasolina no país foi registrada em Alagoas, onde o preço médio ao consumidor final subiu 1,53%.


Os dados divulgados ontem pela ANP também mostraram que o motorista de alguns Estados pagaram mais barato pelo etanol. A queda ocorreu em dez Estados e houve estabilidade de preços em outros dois. Para a gasolina, houve recuo em nove Estados e preços estáveis em dois.


As variações na última semana alteraram pouco a paridade entre os combustíveis. Para ser considerado vantajoso ao motorista, os preços do hidratado têm que ser inferiores a 70% dos da gasolina. Em São Paulo, essa relação permaneceu em 65%, em Goiás ficou em 67% e em Mato Grosso, em 64%. No Paraná, o etanol ganhou vantagem, já que a relação recuou de 68,1% para 67,9%.


Fonte:Fabiana Batista; Valor Economico.

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