Neri Geller vai à China e aos Emirados Árabes negociar acordos
10 de novembro de 2014

O governo pretende aproveitar a disposição chinesa de ampliar as importações de grãos e carne para aumentar o fluxo de comércio com o gigante asiático. Depois de Pequim, Geller irá para os Emirados Árabes.
A visita reforçará a estratégia de expansão das exportações de soja e carne no Oriente Médio, onde Egito e Irã se consolidam entre os dez maiores importadores da proteína animal produzida no Brasil. Será a primeira visita da maior autoridade agrícola brasileira à China depois da suspensão do embargo à importação de carne por Pequim. Em julho, durante encontro no Brasil entre a presidente Dilma Rousseff e o mandatário chinês, Xi Jinping, a China anunciou o fim do embargo imposto em 2012.
 
 
 
O país importou no ano passado US$ 1,3 bilhão em carne, e na ocasião do encontro com Jinping, Geller estimou em US$ 1 bilhão o potencial de vendas brasileiro por lá. "Em 2009, quando abrimos o mercado (chinês), a China importava US$ 44 milhões em carne bovina do mundo; do Brasil foram US$ 2,5 milhões. Em 2012, quando perdemos o mercado, eram US$ 255 milhões (importados) do mundo", comparou na época o titular da Agricultura.
 
 
 
O Brasil exportou apenas US$ 37,768 milhões em carne bovina para a China no ano do embargo. Mas, de lá para cá, o apetite chinês pela proteína animal vem sendo abastecido por meio de Hong Kong, que atua como entreposto comercial na Ásia. Em razão da mediação, houve um avanço desde 2012 nas compras realizadas pela cidade-Estado controlada pela Inglaterra até 1997, quando voltou a ser uma região administrativa especial do governo chinês - o que lhe garante autonomia econômica, incluindo sua própria moeda, pareada ao dólar americano.
 
 
 
Hong Kong é atualmente o principal destino da carne brasileira. No acumulado do ano até setembro, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o entreposto asiático importou 293 mil toneladas do Brasil.
 

 
Esse passo é visto como estratégico para fortalecer a corrente bilateral entre Brasil e China nos próximos anos.

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