Semeadura da soja em Mato Grosso avança e atinge 40,5% da área
3 de novembro de 2014

O ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB), um dos mais atuantes ‘cabos eleitorais’ da presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno em Mato Grosso, afirmou que ainda é muito cedo para falar sobre seu futuro à frente da pasta. Um dos argumentos dos aliados de Dilma em MT para a reeleição da petista era o fato de ela ter ‘concedido’ o Ministério da Agricultura a um político do Estado.
 
 
“A minha permanecia no ministério é muito tranqüila, deixa acontecer. Se é pra ficar, eu fico. Se eu terminar o meu mandato até o final do ano agora, eu sei que tem toda um composição política, um reagrupamento das forças nacionais, mas posso assegurar pra vocês, e talvez eu nem seja a pessoa mais indicada pra falar isso, eu estou muito tranquilo e estou muito próximo da presidente e estou muito próximo também da bancada que dá sustentação ao setor no nosso pais e também estou muito tranquilo com relação ao setor do nosso país”, garantiu o ministro em recente entrevista concedida à imprensa.
 
 
Apesar de citar inúmeras ações à frente da pasta e garantir que tem amplo apoio político, Geller adora a cautela ao falar do assunto. “Não vou criar nenhuma expectativa, não estou falando aqui que eu vou ficar, mas Com a regularização das chuvas em Mato Grosso, a semeadura da soja no Estado deu um salto e atingiu nesta semana 40,5% da área estimada (8,8 milhões de hectares), um avanço de cerca de 1,8 milhão de hectares ante a semana passada, em que apenas 20% havia sido plantado, segundo informe divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A região mais adiantada nos trabalhos é a oeste, com 56,39% da área semeada. Já na comparação com a safra passada, o plantio está 31,18 pontos percentuais atrasado em relação aos 71,7% do último ciclo.
Segundo o diretor Administrativo e Financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Nelson Piccoli, a regularidade das chuvas possibilitou uma evolução muito boa no plantio e a expectativa é que de agora em diante os trabalhos corram com normalidade. "As chuvas possibilitaram umidade suficiente para o desenvolvimento das plantas e segundo a meteorologia não teremos mais problemas de falta de precipitações até o final do plantio", aponta Piccoli.
Ainda segundo o diretor, poderá haver uma pequena queda na produção de soja por conta do atraso, porém nada muito impactante. "A grande preocupação agora é com a segunda safra. Mesmo com o avanço do plantio, a safra de milho está comprometida pois grande parte acabará sendo semeada fora da janela ideal", finaliza Piccoli.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias com assessoria

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