Eraí diz que Mato Grosso ganha se Neri Geller continuar no staff de Dilma
31 de outubro de 2014

Apoiador financeiro da campanha em Mato Grosso da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT), o produtor rural Eraí Maggi (PP) afirmou que torce pela permanência do mato-grossense Neri Geller (PMDB) no Ministério da Agricultura.
 
 
Geller assumiu a pasta em março deste ano, mas só irá saber se continua ou não no cargo em dezembro, quando Dilma deve anunciar uma reformulação do Governo.
 
 
“O que queremos é que esse apoio a Mato Grosso continue, e o ministro Neri Geller estando lá em Brasília contribui para isso. Ele é um 'trator' para trabalhar, disse isso para a Dilma. Aonde ele vai pelo país, vemos que é querido. Talvez aqui em Mato Grosso não tenha essa importância, porque santo de casa não faz milagre”, afirmou o empresário.
 
 
Segundo Eraí, o ministro tem trânsito em todos os ministérios em Brasília e tem ajudado a trazer recursos para Mato Grosso.
 
 
“Vou duas ou três vezes por mês a Brasília, passando pelos ministérios, conversando com o ministro também, que é o interlocutor e embaixador geral de Mato Grosso. Porque ele tem trânsito em todos os ministérios, não só da Agricultura, atendendo às demandas que temos aqui”, disse.
 
 
Para o produtor rural, o primeiro mandato de Dilma contribuiu para o crescimento do agronegócio em todo o país.
 
 
Ele acredita que a petista precisa continuar investindo na infraestrutura e na logística do Estado.
 
 
“Se continuar assim, já está bom. porque, se você olhar, nós mais que dobramos a nossa produção nesses anos de Governo. Lógico, queremos a conclusão das obras de infraestrutura que estão em andamento. Mas conseguimos avanços em diversos itens que ajudaram nesse desenvolvimento”, afirmou.
 
 
“É muito fácil entender a vitória da Dilma no Nordeste. Se hoje tem o que comer, é porque existem uma agricultura, uma produção, produtividade... Nós, produtores, trabalhamos por isso. Mas, teve a participação forte do Governo, nas interferências, na biotecnologia, infraestrutura, juros e em uma série de itens que contribuiu para termos essa fartura de hoje”, disse.
 
 
Dilma e Taques
 
Eraí Maggi afirmou, ainda, que também irá trabalhar para a aproximação de Dilma com o governador eleito Pedro Taques (PDT), que, enquanto senador, foi oposição à gestão da presidente.
 
 
“Vamos fazer essa interlocução, para que possamos trabalhar juntos. Ma,s cada eleição é uma coisa: a do Estado é uma e a presidencial é outra. É só ver o posicionamento do Pedro Taques: ele deu um apoio [ao Aécio Neves] e foi viajar, deixou o grupo tocando a campanha”, disse.
 
 
“Temos uma gratidão pela Dilma, porque nunca ninguém fez tanto por Mato Grosso e nós precisamos do Governo Federal. Porque não somos igual São Paulo, Minas Gerais ou Rio de Janeiro. Aqui precisa da presença do governo”, completou o produtor.

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