Fabricação de álcool e açúcar bate mais um recorde
15 de dezembro de 2008

Autor: Assessoria

A indústria sucroalcooleira vai encerrar a safra 2008 com 571,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, 13,9% a mais que a colheita passada. A área ocupada é de 8,5 milhões de hectares. O Centro-Sul será responsável pela moagem de 87,9% da cana e a região Norte/Nordeste por 12,1%. O volume é o maior já registrado no país. Os dados são do último levantamento desta safra, publicados nesta segunda-feira (15) pela Conab.

Do total da produção para a indústria, 246 milhões de t (+6,7%) serão usadas na fabricação de 32,1 milhões de toneladas de açúcar. O etanol vai consumir 325,3 milhões de t de cana, um crescimento de 20,1.%, gerando 26,6 bilhões de litros de álcool, sendo 10,1 bilhões do tipo anidro (misturado à gasolina) e 16,5 bilhões do hidratado (utilizado diretamente nas bombas).

Para ter idéia do tamanho desta safra, o volume processado pelas usinas equivale a aproximadamente 9,5 milhões de treminhões, veículos para o transporte de cana. Enfileirados, os caminhões com dois reboques e 60 toneladas, ocupariam cerca de 285 mil quilômetros de estradas.

Segundo o presidente da estatal, Wagner Rossi, apesar da instabilidade do setor, registrada nos últimos meses, a valorização do dólar ajudou, em parte, o produtor a recuperar o preço de venda, estimulando as exportações. “Somos um dos maiores produtores de açúcar mundial e referência na fabricação de combustível a partir de matrizes de energias renováveis”, destaca.

A produção total atingirá 651,5 milhões de t. Para cachaça, rapadura e ração animal serão destinadas 80,1 milhões de t. A matéria-prima plantada em 315,9 mil hectares só irá para a indústria na próxima safra. Com as chuvas nos meses de abril e maio no Centro-Sul e atraso no início das operações de novas unidades de produção, os usineiros não tiveram tempo suficiente para moer toda a cana.

O estado de São Paulo segue como maior produtor, com 340,5 milhões de t de cana utilizada na fabricação de álcool e açúcar. Em seguida vem Minas Gerais, com o uso de 44,1 milhões de t.
Para realizar a pesquisa, 53 técnicos da Conab percorreram 388 usinas, entre os dias 2 e 22 de novembro. Eles entrevistaram representantes de usinas, entidades de classe, associações e cooperativas.

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