Petrobrás fecha acordo com petrolífera da Bolívia para fornecimento de gás a Cuiabá até 2016
20 de agosto de 2014

A Petrobrás e a petroleira estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) fecharam um acordo que garante o fornecimento de gás natural para viabilizar a operação da termelétrica de Cuiabá até dezembro de 2016. Atualmente, a YPFB envia 2,24 milhões de metros cúbicos/dia para usina, com base em um contrato que expira em 31 de agosto.
 
 
A assinatura dos contratos foi realizada em Santa Cruz de la Sierra, nesta segunda-feira (18.8), pelo presidente da YPFB, Carlos Villegas, e pelo diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro.
 
 
Pelo acordo, a YPFB também receberá US$ 434 milhões (R$ 977 milhões) em um acerto de contas entre as duas estatais para solucionar divergências sobre o contrato de importação de gás natural boliviano para o mercado brasileiro.
 
 
Conforme informações do jornal O Globo, a Petrobras argumentou que o acerto de contas, "com pagamentos e compensações de parte a parte", terá impacto negativo de cerca de US$ 268 milhões no seu resultado do terceiro trimestre, mas um efeito positivo de US$ 128 milhões no resultado do ano.
 
 
Segundo a estatal brasileira, foi fechado também um acordo que garante o fornecimento de gás natural para viabilizar a operação da termelétrica de Cuiabá até dezembro de 2016.
 
 
De acordo com a agência estatal boliviana de informação, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que após o fechamento de três novos acordos, a tarefa de curto e médio prazo é o início de negociações para atualizar o contrato de compra e venda de gás natural, que define o máximo de envio de 30,08 milhões de metros cúbico por dia de gás para o Brasil até 2019.
 
 
O Brasil é o maior comprador de gás natural boliviano e, no passado, gerou fortes disputas durante as negociações de contratos de compra e venda de hidrocarbonetos.
 
 
Um outro acordo assinado nesta segunda-feira define um novo ponto de entrega do gás natural boliviano e a redução de seu poder calorífico para expandir as opções de entrega e de investimento para a extração de gás liquefeito.

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