Pesquisa avalia linhagens precoces de feijão e maior durabilidade dos grãos após a colheita
1 de agosto de 2014

O desempenho agronômico de linhagens precoces e avaliação do escurecimento de grãos do feijoeiro comum no Estado de Mato Grosso são temas de trabalho científico apresentados durante a décima primeira edição, do Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão (CONAFE), realizado em Londrina, no Estado do Paraná, em julho (22 a 24).
 
O pesquisador da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Valter Martins de Almeida, fala que estão pesquisando cultivar que demore mais de 90 dias para escurecer após a colheita e de ciclo precoce.
 
 
Martins salienta, que a utilização de feijoeiro carioca precoce e com retardamento no escurecimento dos grãos tem sido demandada pelos produtores, tanto na agricultura familiar como empresarial. Ele destaca que na Estação da Empaer em Cáceres, estão avaliando 49 linhagens de feijoeiro comum com o escurecimento tardio e maior durabilidade no armazenamento das linhagens. “Os grãos sofrem alterações químicas no armazenamento modificando a coloração do feijão rapidamente, ocasionando depreciação no valor culinário e econômico. O ideal é uma cultivar que tenha tolerância a 180 dias”, declara Valter.
 
 
Para avaliar cultivares de feijão carioca precoce foi instalado experimento, no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), em São Vicente ,com ciclo curto de 70 a 80 dias. Conforme Martins, em cultivos adiantados o feijoeiro fica sujeito ao ataque da doença mela, em locais de baixa altitude, onde as condições climáticas favorecem o desenvolvimento dessa doença, muito comum na agricultura familiar. Para fugir dessas condições climáticas a semeadura é realizada mais tardia e por esse motivo, que o uso de cultivares precoce torna-se uma prática com melhor aproveitamento do período chuvoso no cultivo de safrinha.
 
 
Com objetivo de discutir e debater temas científicos e as inovações tecnológicas relacionadas com a cadeia produtiva do feijão, o congresso é realizado a cada três anos. Participaram também do evento os técnicos agrícolas e responsáveis pela condução dos experimentos nas Estações de Cáceres, Ciro Cercino dos Santos e de Sinop, Wanderley da Conceição Araújo.
 
 
A pesquisa visa possibilitar o armazenamento de grãos por um período maior dando ao produtor flexibilidade para aguardar melhores preços na comercialização . Uma das vantagens do feijão precoce é maior economia de água e energia elétrica no cultivo do feijão irrigado. “A tendência é Mato Grosso produzir muito feijão irrigado nos próximos anos”, finaliza, Valter.

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