Mistura de biodiesel no diesel pode chegar a 10% em 2020, diz deputado
14 de junho de 2014

O percentual de biodiesel misturado ao diesel vendido ao consumidor final no Brasil pode chegar a 10% em 2020, se a Lei do Biodiesel for aprovada, de acordo com o deputado Márcio Macêdo (PT/SE). Até o fim de julho, segundo ele, o Congresso deve aprovar a medida provisória que eleva o percentual da mistura para 7% a partir de novembro desse ano.

Agência Brasil

 
Cida Rezende

Macêdo apresentou os dados durante 2ª Conferência Globe Internacional para Mudanças Climáticas, que reúne 265 parlamentares de 65 países na Cidade do México, e destacou as vantagens de um diesel mais limpo para o clima global.

“Cada acréscimo de 1% de biodiesel equivale à capacidade de capitação de carbono da atmosfera de cerca de 7 milhões de árvores plantadas”, comparou. Macêdo representa o Brasil no encontro ao lado dos senadores Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) e Antônio Carlos Valadares, (PSB-SE).

O deputado também apresentou dados de avanços do Brasil no cumprimento das metas voluntárias de redução das emissões de dióxido de carbono ligadas à queda do desmatamento.

“Cumprimos 76,1% das metas voluntárias de redução de gases de efeito estufa previstas para 2020, que eram de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões”. Márcio lembrou que a legislação ambiental brasileira é recente, mas que é preciso que o Parlamento coloque em marcha projetos importantes para a adaptação do país às mudanças climáticas. “É preciso avançar na construção de um regime internacional de compensação por perdas e danos associados às mudanças do clima para países em desenvolvimento”.

Na mesma direção, Valadares, que preside a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, pediu a criação de um sistema de registro efetivo para contabilizar os incentivos para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação e Conservação, conhecidos como Redd+, previstos na Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Na prática, segundo o senador, os incentivos serão uma ferramenta para que os recursos provenientes do Fundo Verde sejam usados para manter as florestas de pé, o manejo sustentável dos diferentes ecossistemas e a qualidade de vida das comunidades que vivem nessas regiões.

A senadora Vanessa Grazziotin, presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas alertou que, apesar do progresso em algumas áreas, entre elas a redução do desmatamento, as medidas tomadas até agora para enfrentar as mudanças climáticas não são suficientes para a transformação de economia e sociedade no nível necessário. “Acordos internacionais não são implementados, ou o são apenas parcialmente devido a problemas de governança e de transparência”, avaliou.

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