Ministro Geller recomenda a CTLOG priorizar esforços nas BRs 163, 242 e ferrovia
8 de maio de 2014

O ministro da Agricultura, Neri Geller, se reuniu, ontem, com a Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG), integrada por representantes do setor público e privado e recomendou que deve concentrar esforços em estudos e propostas que possam resultar na conclusão da BR-163 da divisa de Mato Grosso e Pará até Santarém, onde está o porto. São cerca de mil km de extensão e a pavimentação vem sendo feita nos últimos 4 anos. Estima-se que cerca de 30% do total ainda não foram asfaltados. O setor produtivo cobra a pavimentação há décadas para reduzir custos de transporte da soja, milho, algodão, carne e madeira. Via Santarém, seria cerca de US$ 25/tonelada menor em relação ao escoamento via porto de Santos (SP).
Geller também apontou a necessidade de concluir a da BR-242, de Sorriso (campeão nacional em produção de soja) até Ribeirão Cascalheira (MT), da BR-158, de Barra do Garças a Redenção (PA), revitalização da BR-282 São Miguel do Oeste (SC) - Florianópolis. Esses empreendimentos destinam-se ao escoamento da produção de grãos do Mato Grosso e de carnes de aves e suínos de Santa Catarina, com menor custo de transporte, ampliando a competitividade desses produtos.
No segmento ferroviário, o ministro aponta a importância da construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), em Mato Grosso, que ligará inicialmente os municípios de Lucas do Rio Verde a Campinorte (GO), no eixo da Ferrovia Norte Sul. Em uma segunda etapa, essa ferrovia será estendida até Porto Velho (RO). Também a Ferrovia do Milho, ligando Maracajú (MS) a Cascavel (PR), deverá reduzir o custo do abastecimento do cereal para as plantas de avicultura e suinocultura localizadas na região Oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, informa a assessoria.
“O Ministério da Agricultura vai articular com os órgãos de governo responsáveis pela execução das obras estruturantes indicadas para que os prazos de construção e adequação desses empreendimentos sejam cumpridos, facilitando o escoamento da produção dentro do país”, explica o secretário da Câmara de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, Carlos Alberto Nunes Batista.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

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