Soja volta a subir em Chicago; veja fechamento de ontem
23 de abril de 2014

No pregão eletrônico, por volta das 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,75 e 6,50, com ganhos mais significativos nas posições mais próximas.


 


Segundo analistas, o suporte para a commodity ainda vem dos fundamentos de oferta e demanda. A escassez de soja já é uma realidade nos Estados Unidos e a demanda se mantém bastante aquecida, o que poderia, ainda de acordo com analistas, aumentar as necessidades de importação por parte dos norte-americanos, e mantém a função do mercado de racionar essa demanda com preços mais altos.


Nesta segunda-feira (21), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu boletim de embarques semanais indicando o total de 138,8 mil toneladas para a soja na semana que terminou em 17 de abril. Para Vinícius Ito, analista de mercado da Jefferies Corretora, esse ainda é um volume alto frente ao acumulado no ano - 41.084,18 milhões de toneladas frente às expectativas do USDA para todo o ano comercial de 43 milhões - e da escassez de produto no país.


"Isso não é tão baixo se pensarmos que tem que ser reduzido pela metade para atingir o número do USDA para o final do ano comercial, ou seja, ainda não há um racionamento necessário no mercado de exportação para sobrar aqueles 135 milhões de bushels de soja que o departamento está estimando", diz. "Nós temos a indicação de que a exportação de soja está sendo reduzida, mas ainda não ritmo necessário", completa.


Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:


Soja tem dia de correção técnica e fecha com baixa de dois dígitos


O mercado da soja encerrou a sessão desta segunda-feira (21) com perdas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. As cotações iniciaram a semana passando por um movimento de realização de lucros depois das últimas altas registradas pela commodity, que na semana passada chegou a ter o vencimento maio acima dos US$ 15,30 por bushel, atingindo melhor preço em 10 meses.


Segundo Vinícius Ito, analista de mercado da Jefferies Corretora, os números baixos dos embarques semanais dos EUA reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - de 138,77 mil toneladas - veio no piso das estimativas de mercado e acabaram pesando um pouco sobre os negócios. Entretanto, explicou que esse ainda é um volume alto frente ao acumulado no ano - 41.084,18 milhões de toneladas frente às expectativas do USDA para todo o ano comercial de 43 milhões - e da escassez de produto no país.


"Isso não é tão baixo se pensarmos que tem que ser reduzido pela metade para atingir o número do USDA para o final do ano comercial, ou seja, ainda não há um racionamento necessário no mercado de exportação para sobrar aqueles 135 milhões de bushels de soja que o departamento está estimando", diz. "Nós temos a indicação de que a exportação de soja está sendo reduzida, mas ainda não ritmo necessário", completa.


Com esse quadro, os fundamentos ainda se confirmam como bastante positivos para o mercado, e os preços passando, nesta segunda-feira, apenas por um movimento de correção técnica, ainda de acordo com Ito. O que já se especula no mercado também como um fator de pressão para Chicago é a queda dos prêmios na América do Sul, deixando o produto sulamericano mais barato, ampliando o potencial de importação por parte dos EUA mais adiante. "Por enquanto, isso ainda é especulação", acredita o analista.


Assim, o contrato maio/14 fechou o dia valendo US$ 14,98, recuando 15,25 pontos, enquanto o julho/14, o mais negociado nesse momento, perdeu 15 pontos e terminou o pregão a US$ 14,87 por bushel.


Fonte: Carla Mendes, Notícias Agrícolas

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