Produtores de algodão em MT ainda estão preocupados com falta de chuva
23 de abril de 2014

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária - IMEA- informou esta tarde que ainda há risco iminente que a falta de chuvas possa acarretar queda na produtividade de algodão em Mato Grosso. Nas últimas safras a cultura se tornou uma cultura de segunda safra no Estado, e na safra atual é responsável por 70% dos 605 mil hectares semeados, com semeadura se iniciando em torno do dia 14 de janeiro. Até o momento, Mato Grosso em geral registrou bons volumes de precipitação acumulada de 14 de janeiro a 14 deste mês. Cidades como Sorriso (690 mm), Diamantino ( 842 mm), Campo Novo do Parecis (904 mm) e Rondonópolis (578 mm) apresentaram a quantidade necessária de precipitação de 580 mm para o cultivo da fibra no período.
"Tais números podem parecer favoráveis, no entanto, juntamente com a quantidade elevada de precipitações, maiores riscos foram apresentados à lavoura. A maior fatia dessas chuvas foi concentrada durante o período de semeadura em Mato Grosso, o que impediu a entrada do maquinário em campo por vários dias. Com isso, alguns produtores foram obrigados a semear seus últimos hectares fora da janela ideal. Assim, mesmo com o bom desenvolvimento que a lavoura de fato vem apresentando, ainda existe o risco iminente de que a falta de chuvas possa acarretar queda na produtividade nessas áreas semeadas após o encerramento da janela. Para diminuir esse risco, o Estado precisaria manter sua média histórica de 45 mm a 56 mm de precipitação no próximo mês", indica o IMEA.
No mercado interno, o insituto aponta que a última semana em Mato Grosso não foi diferente das anteriores quando se trata do mercado
interno de pluma. Ainda pouco movimentado, e apenas com negociações pontuais, as indústrias esperam o início da colheita para realizar negócios maiores, acreditando em uma maior queda de preços devido à sazonalidade do mercado no período. A semana fechou com cotação de R$ 63,70/@ em Nova Mutum e R$ 63,60/@ em Campo Novo do Parecis. Com estes fatos, somados à desvalorização
mensal de 5% do dólar, a queda no último período mensal foi de 9%.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

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