Pagot afirma que MT nas mãos de Silval regrediu: ''após a Copa as mazelas vão aparecer'', diz
7 de abril de 2014

Segundo ele, um dia depois da Copa do Mundo todas as mazelas, obras mal feitas e inacabadas e endividamento que agora estão embaixo do tapete, vão começar a aparecer.
 
“Anotem aí em suas agendas: vocês vão poder assistir logo depois da Copa o que vai se verificar em termos de cobrança do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Contas da União. Vão se seguir problemas seríssimos com relação à execução de todas as obras. É que neste momento, as coisas estão assim, embaixo do tapete, por que o objetivo maior é organizar a Copa do Mundo. No dia seguinte vocês vão ver essas mazelas todas aparecem e, essas mazelas todas, vão continuar”, prevê.
 
Segundo Pagot, a decisão de sua candidatura deu-se a partir do momento em que o PTB conseguiu ver de maneira clara, a situação que vai ficar posta no estado depois da administração Silval. “Vamos ter um endividamento crescente, problemas seríssimos na execução de obras em todo do estado, não são só em Cuiabá e Baixada Cuiabana. As obras que se faz no estado, todos elas são incompletas”, disse.
 
Pagot chegou ao ponto de dizer que o atual governo não estagnou como também teve a capacidade de regredir em questões anteriormente já solucionadas, como a das estradas por exemplo. “A questão das estradas já estava praticamente dominada em Mato Grosso. O governo tinha um programa de manutenção, de conservação, de reconstrução de pontes, de construção. E vejam o que aconteceu na última grande chuva agora, voltamos a assistir o caos que há 6 anos atrás já estava controlado. Você ia para interior de Mato Grosso e sentia a população satisfeita. Agora de uma pra outra sumiu tudo”, apontou.
 
Culpar a ‘regressão’ estrutural e logística de Mato Grosso por falta de investimentos e dizer que o dinheiro do Fethab está sendo aplicado na Copa, segundo Pagot é balela. “Não adianta falar que os recursos do Fethab estão na Copa do Mundo, que não é verdade. Uma pequena parte está na investida na Copa para servir como contrapartida dos financiamentos do BNDES, do Governo Federal, do Orçamento Geral da União, através do Ministério das Cidades, através do Dnit, do Ministério dos Transportes. Se constrói Copa do Mundo com recursos de terceiros, não com recursos diretos do estado de Mato Grosso. É com contrapartida, 5% aqui, 10% lá”, finalizou.

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