MT pode usar bagaço de cana para produtir energia
5 de abril de 2014

Com o iniìcio da safra 2014/2015, todas as usinas sucroalcooleiras de Mato Grosso jaì podem gerar energia eleìtrica a partir da biomassa (queima do bagaço da cana-de-açuìcar). Poreìm, apenas duas comercializam a produçaÞo excedente, de acordo com o Sindicato das Induìstrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindaìlcool/MT). “Noìs temos capacidade de colocar em fun- cionamento em 1 ano. Se essa poliìtica puìblica fosse definida, uma Itaipu estaria aÌ disposiçaÞo do mercado no Centro-Sul, ou seja, onde estaì o consumo e sem qualquer impacto ambiental, e melhor, usando um produto (bagaço de cana) que deixa de impactar o meio ambiente”, avalia o diretor-executivo da entidade, Jorge dos Santos.
Uma usina de Barra do Bugres tem capacidade para abastecer toda a cidade e  o mesmo poderia ocorrer em outros municiìpios, onde outras induìstrias estaÞo instaladas como Nova Oliìmpia, Caìceres e Jaciara. No entanto, conforme Santos, a baixa remuneraçaÞo pela energia de biomassa “afugenta” os empresaìrios. “Algueìm colocou na cabeça que a energia de biomassa tem que ser mais barata que a eoìlica, por exemplo. O que naÞo se considerou eì que a eoìlica estaì no Nordeste ou no Rio Grande do Sul e o consumo estaì no Centro-Sul (SaÞo Paulo, Minas Gerais). EntaÞo, o custo da transmissaÞo, mais as perdas que existem nessas grandes linhas de transmissaÞo, acaba sendo maior que a energia de biomassa, se ela estivesse sendo fornecida aqui do lado”.
Este assunto foi debatido por entidades puìblicas e privadas durante audiência puìblica sobre a crise no sistema energeìtico brasileiro e as consequências para o desenvolvimento nacional. Convidado pela ComissaÞo de Energia da Câmara dos Deputados, o presidente da Empresa de Pesquisa Energeìtica (EPE), Mauriìcio Tolmasquim, pediu calma aÌ populaçaÞo, dizendo que o Brasil enfrenta a pior estiagem da histoìria, muito pior que aquela enfrentada em 2001. Poreìm, conforme o presidente da EPE, “eì uma questaÞo que merece atençaÞo, mas que naÞo merece desespero”. Isso porque a situaçaÞo estrutural, de oferta e demanda, estaì diferente daquele ano. Segundo ele, a capacidade de geraçaÞo de energia cresceu 43% acima do aumento de consumo no mesmo periìodo.
“O Tolmasquim tentou nos “tranquilizar”. Informou que em 2019 vai ter um novo modelo. Ateì laì noìs estamos perdendo uma usina por semana, que deixa de entrar em operaçaÞo porque naÞo compensa produzir no Brasil, nem energia, nem etanol”, avalia Santos, que participou da audiência.
Safra - Esta semana 3 usinas iniciaram a moagem da cana no Estado. De acordo com Jorge dos Santos, ateì o fim de abril, praticamente, todas estaraÞo operando. A uìnica exceçaÞo eì a usina Pantanal, que passou por um processo de recuperaçaÞo judicial e foi vendida. A unidade estaì pronta, com a cana para ser colhida, com previsaÞo de moer em maio.
 

Fonte: A Gazeta

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