Show Safra BR 163 termina com a entrega de reivindicações ao ministro Neri Geller
31 de março de 2014

A necessidade de investimentos em infraestrutura e de agilidade na liberação de moléculas utilizadas no combate às pragas fazem parte de um documento entregue ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.
 
A pauta de reivindicações do setor foi entregue pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro na sexta-feira (28), durante o último dia do Show Safra BR 163.
 
De acordo com o presidente da entidade, a pauta é uma sequência das reivindicações entregues 45 dias atrás a presidente Dilma Rousseff, quando ela veio a Lucas do Rio Verde para o lançamento da nova safra de grãos.
 
“São políticas públicas que precisam ser implementadas para garantir segurança ao produtor rural e avanços na produção. Nem todas são ligadas ao Ministério da Agricultura, mas tendo um ministro da região, ele pode nos ajudar para que as demandas sejam atendidas”, explicou Fávaro.
 
Além do término das obras de duplicação da BR 163 e da abertura do edital de licitação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), os produtores pedem mais agilidade na liberação das licenças ambientais e a contratação de mais profissionais para atuarem na segurança de fronteira.
 
Há pouco mais de uma semana no cargo, o novo ministro da Agricultura Neri Geller ressaltou que como produtor rural, conhece bem as dificuldades do setor. “São muitos os desafios, mas estamos trabalhando para atender as demandas e garantir o desenvolvimento da agricultura.”
 
Promovido pela Fundação Rio Verde, com o apoio de empresas e entidades ligadas ao agronegócio, o Show Safra BR 163 tem como objetivo facilitar o acesso do homem do campo as novas tecnologias e promover discussões a respeito dos desafios do setor.
 
Também produtor rural, o vereador Roberto Barra (PMDB), destacou a importância do evento, principalmente por reunir em um único local, poder público, representantes de entidades e produtores rurais. “É o momento de cobrarmos do poder público e entidades suas responsabilidades, mas também de debatermos e buscarmos soluções para os nossos problemas. É mais do que uma vitrine de tecnologia, é um momento de reflexão e planejamento sobre que tipo de agricultura buscamos e onde queremos chegar.”

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