Soja: Chicago opera em alta de olho na demanda e no clima
27 de fevereiro de 2014

As cotações da soja na bolsa de Chicago trabalham no pregão noturno com leves altas no nesta quinta-feira(27) após iniciarem a madrugada em campo negativo. Próximo ao fechamento, o primeiro vencimento Março/14 trabalhava com ganhos de 6,25 pontos cotado a US$14,13/bushel . Maio subia 7,0 pontos com negócios à US$14,04 se firmando acima dos US$14,00/bushel . Já os vencimentos mais longos registravam altas menos expressivas como Agosto/14 que subiu apenas 0,25 pontos e negócios a US$13,24/bushel. Essa maior valorização dos contratos mais curtos está relacionada à restrição da oferta imediata, com disputa pela soja norte-americana e baixo interesse dos vendedores no Brasil. A menor oferta do grão nos portos brasileiros já fez os prêmios ficarem positivos em Paranaguá-PR com Março/14 tem ganhos de 22 cents e Abril/14 registra 7 pontos positivos .
A demanda forte pelo produto norte-americano já vinha sendo precificada pelos operadores, mas agora o mercado encontrou sustentação também na restrição de oferta na América do Sul em função do clima. Além das perdas pela estiagem, o excesso de chuvas começa a atrasar os trabalhos de colheita e pode prejudicar a safra do Mato Grosso, principal estado produtor do Brasil.
De acordo com levantamento do IMEA- Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, na semana passada deixaram de ser colhidos no estado, cerca de 500 mil hectares, por causa do excesso de chuva . Segundo o Imea, 487 mil toneladas seriam perdidas numa situação extrema, considerando uma  perda de 30% nessa área de 500 mil hectares que deixou de ser colhida em sua melhor fase. Isso derrubaria  a produtividade média  para 53 sacas por hectare e a produção reduziria para 26,39 milhões de toneladas, abaixo da estimativa inicial de 26,88 milhões de toneladas. E os números podem piorar se as chuvas persistirem, principalmente na região do médio norte de Mato Grosso.
O analista de mercado da Granoeste Corretora, Camilo Motter, lembra que os números das perdas já começam a ser divulgados. " Goiás tem queda acentuada na ordem de 15 a 20%, no Rio Grande do Sul de 10 a 12%, Minas Gerais com perdas ao redor de 10%". Um total que pode representar uma redução entre 5 e 6 milhões de toneladas na oferta brasileira do grão. Mesmo que haja uma safra recorde nos EUA, como o usda/">USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - estimou na semana passada durante o Fórum Internacional de Agricultura, com essa quebra na América do Sul, os preços tendem a se manter firmes pela frente. " E no momento que partimos para cotações acima de US$14,00/bushel o mercado tende a ser bastante volátil com muitas ordens de compras disparadas sobre o  contrato Maio, o que significa que podemos ver novos patamares de preços sendo testados". 
Além disso, a demanda pela soja dos Estados Unidos continua firme, mesmo em um período em que os compradores voltam seu foco para a América do Sul. O mercado vai ficar de olho nos números que o USDA deve divulgar nesta quinta-feira (27) em relação às exportações semanais americanas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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