Mais de 2 mil produtores rurais de Lucas do Rio Verde e Nortão a fora irão cobrar de Dima melhorias
10 de fevereiro de 2014

Cerca de dois mil produtores rurais se mobilizam para apresentar uma pauta de reivindicações à presidente Dilma Rousseff, em Lucas do Rio Verde, na próxima terça-feira (11). Durante o evento que ocorrerá na Fundação Rio Verde, a presidente fará um lançamento simbólico da colheita da safra de soja 2013/2014, que deve ultrapassar 90 milhões de toneladas no Brasil. A lista de prioridades do setor produtivo foi elaborada pelas entidades que compõem o Fórum Agro MT, que reuniram-se com o secretário de Política Agrícola, Neri Geller.
 
 Entre os principais gargalos estruturais estão obras de logística em rodovias, hidrovias e ferrovias necessárias para desafogar o escoamento da produção e oferecer mais competitividade aos produtores de Mato Grosso. Outras pautas emergenciais são: o apoio à comercialização de milho no Estado e os conflitos fundiários relacionados à ampliação de terras indígenas, como o ocorrido em Alto Boa Vista, onde os produtores tiveram que deixar a região, conhecida como Posto da Mata, após determinação da Justiça, em 2012. A terra indígena Marãiwatsédé pertence aos Xavantes.
 
 Voltando às estradas, conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), a demora nas obras de ampliação fará com que a produção m a t o - g r o s s e n s e enfrente os mesmos gargalos que reduziram os ganhos em anos anteriores. O agronegócio deve perder R$ 900 milhões no escoamento da commodity por falta de uma logística adequada.
 
Nos últimos 3 anos, segundo o diretor -executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, o setor teve despesas de R$ 3 bilhões devido à infraestrutura precária.
 
De acordo com o Movimento Pró-Logística, as BRs 163, 364, 070 e 158 são as principais vias de escoamento do Centro-Oeste. Elas estão com movimento 300% acima da capacidade por falta de manutenção. Para Ferreira, se boa parte da produção fosse exportada pelo Norte do país, e não pelo Sul/Sudeste, o tempo gasto seria menor e os pedágios mais baratos. “Se o governo federal investisse mais em ferrovias e hidrovias,as transportadoras cobrariam menos”.
 
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, lamentou que, ao Estado que detém mais de 24% da produção brasileira de grãos, o governo federal tenha reservado menos de 2% das vagas no concurso público aberto para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). (Com Assessoria)

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