Rebanho de ovinos cresce 27% em Mato Grosso
16 de dezembro de 2013

Dados do Instituto de Defesa Agropecuaìria do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) apontam que o rebanho de ovinos no Estado eì de aproximadamente 2 milhoÞes de cabeças, com uma taxa de crescimento de 27% ao ano, respondendo por cerca de 11% do rebanho nacional. Assim, a cada ano a ovinocultura de corte desponta como uma alternativa de diversificaçaÞo de atividade para o produtor rural. Contudo, alguns desafios ainda precisam ser vencidos, como a falta de assistência teìcnica, padronizaçaÞo da produçaÞo, entre outros. Segundo o presidente da AssociaçaÞo dos Criadores de Ovinos de Mato Grosso (Ovinomat), Leandro Valoes Soares, os produtores do Estado ainda naÞo têm condiçoÞes de atender a demanda, mas para aproveitar este cenaìrio positivo o setor precisa expandir, dessa forma a meta eì con- vencer mais pessoas de outras aìreas a investirem na ovinocultura.

Por outro lado, com preços mais aquecidos e com uma grande movimentaçaÞo de novos investidores na ovinocultura de corte eì preciso cautela, principalmente quanto aÌ sanidade. Isso porque ovinos saÞo naturalmente acometidos por parasitas gastrointestinais, uma das principais causas de prejuiìzo econômico na produçaÞo de pequenos ruminantes. De acordo com Andreìia Buzatti, Mestranda em Ciências Veterinaìrias pela Universidade Federal do Paranaì (UFPR), soì na Aìfrica do Sul e Austraìlia as perdas chegam a US$ 200 milhoÞes/ano. A especialista explica que mesmo com impactos taÞo negativos na rentabilidade, este eì um problema pouco avaliado por teìcnicos e produtores.

Entre os parasitas mais preocupantes, estaì a Haemonchus Contortus, que acomete tanto animais jovens quanto adultos. Hematoìfago, quando em fase adulta, eì capaz de sugar, em meìdia, 0,05 ml de sangue por dia. E, considerando uma infestaçaÞo de 5.000 indiviìduos, a perda sanguiìnea diaìria seria de 250 ml/dia, iìndice que resulta em anemia profunda ou ateì morte suìbita em casos de infecçoÞes agudas.

A especialista explica que medicamentos antihelmiìnticos saÞo vistos erroneamente por muitos produtores como a uìnica ferramenta de controle eficaz. Isso quando se utiliza o produ- to de maneira indiscriminada, sem respeitar intervalos necessaìrios ou em dosagem exageradas, acaba contribuindo para a seleçaÞo de parasitas cada vez mais resistentes.

Para contornar a situaçaÞo, e ateì mesmo aumentar a vida uìtil dos medicamentos, o produtor pode incorporar ao controle quiìmico, entre outros manejos, o meìtodo Famacha© (trata- mento individual e seletivo), que permite identificar e tratar apenas animais com anemia, facilmente observada na mucosa ocular. Considerando que 95% da infestaçaÞo encontram-se no ambiente, o manejo de pastagem torna-se imprescindiìvel, cujos resultados saÞo potencializados com a implantaçaÞo do sis- tema rotacionado e semiconfinamento. A pesquisadora Andreìia Buzatti apresentou os dados do seu trabalho no 1o Congresso Nacional de Cordeiros de Corte ConCcorte, realizado durante a 7a ExposiçaÞo Nacional da Raça Dorper e White Dorper, em Jaguariuìna (SP), em novembro.

 


Fonte: A Gazeta

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