Mato Grosso: 103 fazendas estão aptas a exportar
3 de dezembro de 2008

Autor: A Gazeta

O número de fazendas mato-grossenses habilitadas para exportar carne bovina in natura à União Européia subiu para 103. A nova lista foi divulgada nesta terça-feira pela Comissão Européia e elevou a quantidade de propriedades brasileiras para 633. No total foram incluídas 25 novas fazendas em todo o país. Em Mato Grosso a alta foi de 14,4%, ante ao número anterior, de 90 propriedades. Na semana passada a quantidade de Estabelecimentos Rurais Aprovados Sisbov (Eras) chegou a 93 porém um erro no preenchimento de formulários por parte de três fazendas as retiraram da listagem.

As fazendas estão localizadas nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Tangará da Serra, São José dos Quatro Marcos, Sorriso, entre outros. Minas Gerais conta com 301 propriedades autorizadas a exportar. Goiás soma 129 fazendas. A coordenadora de Pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Milene Vidotti, afirma que com a habilitação de 100% do território estadual para exportar à União Européia a partir deste mês, tende a aumentar o número de propriedades aptas a comercializar com o bloco europeu.

Ela lembra porém, que entre os critérios para a relação comercial entre os países está o cadastro da propriedade e dos animais no Sistema Brasileiro de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). "O Sisbov não é obrigatório, é voluntário, porém é uma condição para exportar para a UE. Então é uma decisão do produtor se cadastrar caso queira vender a estes países".

Milene considera também que os frigoríficos pagam até R$ 6 a mais por arroba do boi rastreado se comparado ao boi não cadastrado no Sisbov. Atualmente, o valor da arroba está em R$ 76,65 o que significa que o produtor pode receber até R$ 82 se tiver o gado incluído no sistema de rastreabilidade. Ela lembra que antes da suspensão dos embarques de Mato Grosso ao bloco europeu o "prêmio" pago pela arroba era até R$ 15 a mais em relação ao valor do boi não rastreado, e que isso era uma remuneração o produtor e o coloca em uma condição privilegiada em relação aos demais criadores que não investiram na rastrebilidade do rebanho.

Segundo a coordenadora de Pecuária da Famato, a bonificação paga ao produtor que tem a propriedade cadastrada no Sisbov reduziu consideravelmente porque o Estado foi impossibilitado de exportar à comunidade européia (motivado pela fragilidade no sistema de rastreabilidade que foi detectado pela missão daquele bloco no Brasil). Ela diz ainda que este valor também é aumentado ou reduzido levando em consideração ao volume exportado.

"Nossa perspectiva é que com a retomada das exportações e com a habilitação 100% do Estado o prêmio pago aos produtores pela União Européia seja elevado novamente"

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