China pode cancelar mais duas cargas de milho transgênico
11 de dezembro de 2013

De acordo com informações de agências internacionais, outras duas cargas de milho dos Estados Unidos deverão ser rejeitadas pela China. O carregamento que está nos portos chineses foram detectados como transgênico MIR162 nos últimos dias. Porém, ainda não há confirmação dos rumores.

Para alguns participantes do mercado, há mais volumes com o transgênico não aprovado e, segundo traders estrangeiros, alguns atrasaram seus embarques ou mandaram suas embarcações para portos diferentes tentando evitar o risco de serem rejeitados. Os compradores chineses, porém, estão insatisfeitos com os cancelamentos.

Ainda segundo as agências internacionais, há a possibilidade de que a produção de DDG (resíduo da fabricação de etanol de milho) na nação asiática ao poder ser também afetada pelo MIR. Atualmente, a estimativa é de que a produção na safra 2013/14 fique entre 4,5 milhões e 5 milhões de toneladas.

Ao ser rejeitada essa carga, essa não seria a primeira vez que a China realizaria ações como essa nas últimas semanas. Assim, o país está avaliando a aprovação dessa variedade de milho geneticamente modificado, segundo o Ministério da Agricultura chinês.

O porta-voz do Ministério, Bi Meijia, disse em uma coletiva de imprensa, na última sexta-feira (6), que a variedade MIR162 da Syngenta, resistente a insetos, ainda estaria sendo avaliada depois que a unidade da empresa na Suíça oferecer mais informações sobre esse produto em novembro.

Meijia disse ainda que, apesar da Syngenta já ter pedido essa aprovação desde 2010, os resultados dos testes ainda não foram concluídos, e também não deu um prazo para que esse milho possa ser aprovado no país.

"A empresa já solicitou para a certificação de segurança para a importação e uso do produto muits vezes, mas, após uma avaliação do nosso comitê de biossegurança, consideramos que os testes ainda estão incompletos e que problemas ainda existem", disse.

Na China, a aprovação era esperada para março de 2012, segundo disse à Reuters o porta-voz da Syngenta Paul Minehart. Segundo ele, a empresa atendeu a todos os pedidos e requisitos feitos pela nação asiática referentes à informações e agora está esperando pelas ações do governo.

A variedade em questão já foi embarcada para outras nações como Japão, Coreia do Sul, Rússia e até mesmo para a União Europeia, conhecida pela sua notória demora na aprovação de variedades geneticamente modificadas.

Em meio a essas informações, o ministro da Agricultura da China, Han Changfu, disse que o país está comprometido em manter sua autosufiência no consumo de milho em 95%, mas que observa os mercados internacionais e poderá aproveitar bons momento para garantir seu abastecimento.

"Como um país com uma grande população e um grande consumo de produtos agrícolas, nós queremos, basicamente, resolver os produtos alimentares internamente", afirmou.

As preocupações com mais rejeições por parte da China poderiam causar um recuo nas novas ordens de compras de milho norte-americano, pressionando ainda mais os preços globais do cereal que, só esse ano, já caíram cerca de 40%.

Segurança Alimentar - A China já expressou seu compromisso com o uso de produtos geneticamente modificadas na ajuda ao aumento de produtividade e garantia da segurança alimentar, já permitindo as importações de 25 diferentes variedades transgênicas. Porém, adiou aprovações para a produção nacional frente à temores públicos generalizados sobre o uso de tecnologia.

Atualmente, a China permite a importação de soja geneticamente modificada, porém, somente para que seja processada e transformada em óleo e ração animal. Além disso, produz ainda uma pequena quantidade de frutas e legumes transgênicos.

Com informações da Reuters. 


Fonte: Notícias Agrícolas

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