Helicoverpa impacta lucros na safra de soja em MT
6 de dezembro de 2013

Desde a confirmação da presença da lagarta Helicoverpa armigera nesta safra, em Mato Grosso, ainda no início de outubro e com registros recentes de que ela segue se multiplicando, ainda não foi possível ter uma estimativa da perda financeira que poderá ser registrada em decorrência dos ataques da praga, temida pela voracidade, difícil combate e amplo cardápio. Ninguém ainda sabe apontar se a infestação sairá do controle ou se o pior já passou. Mesmo em entre incertezas e muita apreensão sobre os impactos na produtividade da safra 2013/14 de soja e no lucro final do produtor, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projetou sim um aumento de custo sobre a safra que já é a mais cara da história local e que em razão da Helicoverpa ficará, pelo menos, 6% mais onerosa.

De acordo com os analistas do Imea, foi feito um simulador de elevação no custo de produção que considera o número de aplicações de inseticidas específicos à praga, visto que o ataque está ocorrendo de forma diferenciada no Estado. Descobriu-se que até duas aplicações não haverá majoração de gastos, já acima disso, o produtor vai começar a desembolsar além do que previu. No ano passado, na Bahia, alguns produtores chegaram ao extremo de nove aplicações. Devido a um clima menos favorável para o desenvolvimento da Helicoverpa em Mato Grosso, acredita-se que o máximo seriam sete aplicações. Desta forma, se alguma área chegar a essa quantidade de aplicações, seu custo de produção ficará 6% mais caro, chegando a custar R$ 2.485,42/hectare.

“Há registros de maior ataque nas primeiras lavouras semeadas, diminuindo a ocorrência com a evolução dos trabalhos. Considerando que duas aplicações seriam avaliadas como normais para lagarta, não haveria alterações no custo de produção. A partir da terceira aplicação feita específica para essa praga, o produtor estaria elevando em média 1,2% seu custo total de produção”. A simulação por aplicação é importante para auxiliar o produtor a acompanhar seu custo de produção, conforme o número real de aplicações em suas áreas.

“Para que isso não ocorra, o produtor deve fazer o monitoramento e, se necessário, a aplicação. É importante um uso consciente e com doses corretas, para que não se tenha um mau controle da praga no futuro”, alertam os analistas.

CUSTO – De acordo com o levantamento de custo variável de produção de soja, para esta safra, atualizado pelo Imea em outubro, o desembolso por hectare pode chegar a R$ 2,06 mil, cifras que se confirmadas será quase 37% maiores que o valor registrado na safra passada, média estimada ao Estado, de R$ 1,51 mil. Os custos variáveis consideram os insumos em geral, as operações agrícolas e ainda despesas como assistência técnica, transporte da produção, beneficiamento e armazenagem, por exemplo.


Fonte: Diário de Cuiabá

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026