Indea notifica 230 propriedades em 43 dias de vazio sanitário em Mato Grosso
13 de novembro de 2013

 Relatório preliminar do vazio sanitário do algodão em Mato Grosso, elaborado pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), aponta que 230 propriedades rurais foram notificadas pela presença de plantas vivas nas lavouras. Destas, em 18 não se cumpriu com a obrigação de eliminá-las e houve atuações. A restrição é uma medida preventiva para evitar o aparecimento do bicudo.

 

Até o momento foram vistoriadas 471 propriedades rurais, sendo nove a menos que a estimativa prévia para este ano. O instituto fiscaliza em cada município pelo menos 20% das áreas que na safra passada produziram a cultura.
 
 
“Por um pedido da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o vazio sanitário começou mais tarde, então o produtor que se organizou conseguiu destruir as rebrotas do algodão a tempo”, diz o fiscal agropecuário da Coordenadoria de Defesa Vegetal do Indea, Rogaciano Arruda.
 
 
A solicitação da Ampa ocorreu pelo atraso no plantio, refletindo em uma colheita tardia, e também pelo maior número de áreas cultivadas frente ao último ciclo. Tradicionalmente, o vazio sanitário do algodão começa no dia 15 de setembro e encerra em 30 de novembro. Desta vez, a proibição entrou em vigor em 1º de outubro.
 
 
Apesar de o intervalo ser reduzido em 15 dias, Mato Grosso ainda cumpre as recomendações estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e que se referem à restrição ao plantio por, pelo menos, 60 dias, segundo o Indea.
 
 
Simultaneamente ao cumprimento do vazio sanitário, Rogaciano diz que os produtores também precisaram dividir suas atenções com uma nova preocupação no Estado: a lagarta Helicoverpa armigera. “Além do vazio sanitário, os produtores se queixaram da presença da Helicoverpa armigera, que também estava nas lavouras. Eles não sabiam se tomavam as primeiras providências contra a lagarta ou contra as plantas”, ressaltou Arruda.
 
 
Notificação
Se notificado, o produtor de algodão dispõe de um período de 15 dias para eliminar as plantas. Aqueles que não a fizerem serão autuados em 30 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), mais duas UPFs por hectare não limpo. O valor de cada UPF estadual custa R$ 101,74.

Fonte: Cenario Mt

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