Linha de financiamento para construção de armazéns já contempla produtores do nortão
13 de novembro de 2013

Em menos de dois meses em funcionamento em Mato Grosso a linha especial destinada a financiar a construção de armazéns registrou R$ 40 milhões em propostas sob avaliação do Banco do Brasil. É o que indicou levantamento preliminar fornecido ao Agrodebate pela Superintendência do BB no Estado. Segundo o agente financiador, as primeiras liberações de recursos podem ocorrer ainda neste mês.

 

"Sendo esta é uma linha voltada ao financiamento da produção própria e há uma procura pelos recursos", diz o gerente de Mercado do Agronegócio da superintendência do Banco do Brasil, hoje já temos projetos aprovados de para construção de armazéns nos munícios da região norte do Estado, sendo que em Sorriso são três, Lucas do Rio Verde sete, Sinop quatro e Nova Mutum com dois projetos aprovados”, ressaltou Brasiliano Borges.
 
 
Esta linha de credito do programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) está inserido no Plano Agropecuário Brasileiro para o ano agrícola 2013/14 e prevê R$ 25 bilhões em cinco anos para financiar as obras. No primeiro, será um quinto deste valor, R$ 5 bilhões.
 
 
Mas o próprio Banco do Brasil, um dos agentes autorizados pelo governo a operar a linha, começou a operacionalizá-la quase dois meses após o lançamento do Plano. Entre os motivos, a demora pelo próprio governo em estabelecer qual seria a fonte financeira da linha de crédito, conforme mostrou reportagem de Agrodebate.
 
 
O BB também dependia da regulamentação pelo Banco Central das condições e normas que seriam adotadas.
 
 
De acordo com o superintendente do Banco em Mato Grosso, há um esforço concentrado para que os recursos sejam liberados de forma ágil, desde que os projetos estejam de acordo com as exigências do agente financiador.
 
 
Com o projeto técnico, o agricultor também precisa apresentar três licenças emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente: a prévia (que dá carta branca para fazer o projeto), a de instalação (autoriza o início da construção) e a de operação (a unidade armazenadora podendo iniciar suas atividades). Por sua vez, a Sema prometeu atender as demandas do setor produtivo mais de forma mais rápida. Ainda, que readequou as exigências para obtenção das licenças.
 
 
"Reduzimos a quantidade de itens e deixamos o que era extremamente necessário. Tínhamos um roteiro que não era específico para a armazenagem de grãos, mas para atividades agropecuárias e isso podia causar algumas dúvidas nos produtores e também nos próprios engenheiros que elaboravam o projeto, em relação à necessidade ou não de determinadas informações. Hoje esse projeto será feito em cima de um roteiro específico para a atividade de armazéns de grãos", diz a superintendente de Infraestrutura e Serviços da Sema de Mato Grosso, Lilian Ferreira dos Santos.
 
 
Em Mato Grosso a capacidade estática é para receber 29 milhões de toneladas de grãos. No entanto, somente neste ano a produção agrícola total aproximou-se de 46 milhões de toneladas nesta temporada 2012/13.

Fonte: Cenario Mt

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