Missão da China vai inspecionar frigoríficos brasileiros
9 de novembro de 2013

A presidente da Comissão Nacional de Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu revelou, hoje, que a Administração de Inspeção de Qualidade e Quarentena da China deve enviar representantes ao Brasil até o dia 15 de dezembro para inspecionar frigoríficos do país e confirmar que não há ameaça da vaca louca. Em entrevista coletiva em Beijing, a  disse estar confiante que isso vai encerrar o embargo chinês contra a carne bovina brasileira. Mato Grosso é um dos mais expressivos exportadores.

A senadora revelou ainda que o país conseguiu a liberação para que cinco frigoríficos de frango comecem a exportar para a China e mais oito devem ser inspecionados nesta mesma viagem. A publicação dos nomes desses estabelecimentos pela Administração chinesa deve ocorrer muito em breve.

Kátia Abreu também disse que a CNA quer conhecer melhor o consumidor chinês para vender ao país asiático. A presidente destacou que a entidade criou um setor de relações internacionais e contratou também como consultor o ex-embaixador do Brasil na China Clodoaldo Hugueney para entender melhor o que quer o consumidor chinês.

A senadora destacou que a missão desta viagem ao país asiático é melhorar, expandir e ampliar a cooperação com a China. Kátia Abreu deu atenção especial à questão da segurança alimentar. Para ela, esta é uma preocupação que vai mobilizar a comunidade internacional nos próximos anos. O mundo precisa se organizar para cumprir a demanda por alimentos, pois a falta de comida pode gerar efeitos terríveis inclusive para a paz mundial, gerando conflitos e brigas por terras.

Neste sentido, a senadora ressaltou que o Brasil é um gigante para a manutenção da segurança alimentar e a China é um grande consumidor dos produtos brasileiros. Ela mencionou a próxima reunião do Partido Comunista, que começa neste sábado, como um ponto importante para o crescimento futuro chinês. Kátia Abreu lembrou que o processo pelo qual a China passa significa um aumento do consumo e da diversificação de alimentos. A senadora destacou que o Brasil tem terras para produzir sem desmatar, com qualidade, certificação e confiança para os consumidores chineses e de todo o mundo.

A presidente da CNA disse que outro objetivo de sua viagem é diversificar a pauta do agronegócio. Segundo ela, de tudo que o Brasil exporta para a China, 70% é soja. O país quer ampliar a venda de carne suina, bovina, algodão e especialmente café, pois o consumo do produto está em crescimento no gigante asiático e o Brasil, como maior exportador mundial quer aproveitar essa onda.


Fonte: Só Notícias/Agronotícias com assessoria

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