Pressão nas bombas
6 de novembro de 2013

O governo cedeu e deve, finalmente, autorizar a Petrobras a elevar o preço dos combustíveis este ano para cobrir parte da defasagem em relação ao mercado internacional. Ao mesmo tempo, dará aval à estatal para implementar uma nova política de preços a partir do ano que vem. A metodologia apresentada pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, no entanto, poderá sofrer ajustes. Segundo um interlocutor da equipe econômica, um aumento pode ser concedido este mês, sem pressionar a inflação. O percentual ainda está sendo discutido. A tendência é que a nova metodologia seja aprovada no dia 22, mas só valeria a partir de 2014.


O Globo

 
Segundo essa fonte, embora haja preocupação com a implementação de uma fórmula que implique reajustes automáticos (como quer a Petrobras), predomina agora o entendimento de que a companhia realmente precisa de uma política de preços, diante da necessidade de realizar pesados investimentos. A metodologia será, então, um indicador importante, no sentido de dar maior previsibilidade aos negócios da empresa.


A forma como a Petrobras apresentou a ideia — uma proposta pronta para entrar em vigor — desagradou a integrantes da equipe econômica, que vinham trabalhando em um cálculo alternativo. Mas fontes do Palácio do Planalto ainda trabalham com a hipótese de que a metodologia da Petrobras seja aceita. A fórmula será aprovada em reunião do Conselho de Administração, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia 22.


A Petrobras apresentou uma proposta em que os preços variam, principalmente, conforme as cotações internacionais, com gatilhos para reajustes ou reavaliações periódicas.


— A Petrobras não pode se considerar um país independente — disse uma fonte próxima à presidente Dilma Rousseff, sobre a metodologia apresentada pela empresa.


O Palácio do Planalto tem evitado se posicionar sobre o tema, sobretudo depois de que o assunto ganhou ares de conflito entre Graça Foster e Mantega. Ela estaria pressionando pela aprovação da metodologia de aumentos livres conforme preços internacionais e ele teria se irritado com a atitude da empresa em “vazar” a discussão antes de aprovada.


De acordo com uma fonte próxima de Dilma, a cúpula do governo está mediando essas posições e o resultado da disputa não deverá trazer vencedor e vencido, mas uma solução que atenda às diferentes demandas, com vistas ao maior retorno para o país.


— A tendência é de que ninguém terá tudo, com uma saída no meio do caminho. 
 

Fonte: Sindtrr

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