MT deverá ser pelo 3º ciclo seguido maior produtor do país
10 de outubro de 2013

Mato Grosso deverá emplacar pelo terceiro ciclo consecutivo o título de maior produtor de grãos e fibras do Brasil. Ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgou sua primeira estimativa de área e produção para a safra 2013/14 já iniciada no país com a semeadura da soja no Estado, ainda na primeira quinzena de setembro.

Conforme a sondagem, a produção estadual passará de 45,89 milhões de toneladas (t), volume consolidado em 2012/13 para 48,38 milhões t, expansão anual de 5,4%. Mais uma vez, a soja será o alicerce da performance positiva de mais um ano agrícola, já que as estimativas são de uma produção recorde que vai crescer mais sob o aspecto produtividade do que em razão da expansão territorial. Se as projeções se confirmarem ao longo dos meses, Mato Grosso se manterá responsável por um quatro da oferta nacional.

A sojicultura mato-grossense, conforme a Conab, deverá ofertar 9,5% mais grãos que na safra 2012/13. Os números em linha com o divulgado há meses pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram uma variação espacial positiva, de 7,81 milhões de hectares (ha) para 8,28 milhões, incremento de 6% para uma projeção de produção 9,5% maior, ao passar de 23,53 milhões t para 27,77 milhões t. Como a produção no país deve crescer 10%, a participação estadual no total nacional do grão encolhe um pouco, de 28,89% para 28,73%.

Na cotonicultura, o Estado manterá a liderança da produção nacional e a estimativa da Conab aponta para uma recuperação de parte da área e da produção que deixou de ser ofertada na safra recém-encerrada. Mato Grosso deve ampliar em 26% a superfície cultivada com a commodity, ao passar de 475,3 mil ha pata 598,9 mil ha. A oferta da pluma não deve crescer proporcionalmente à área. A fibra deverá somar 904,9 mil t ante um saldo de 737,8 mil t da safra passada, ou seja, expansão de 22,6%.

Das quatro grandes culturas anualmente plantadas no Estado – soja, milho, arroz e algodão – e que fazem parte deste primeiro levantamento, apenas o milho segunda safra segue sem projeção. Na safra 2013, o Estado ofertou somente na safrinha, quase 22 milhões t, novo recorde e que pela primeira vez assumiu a liderança nacional do grão.

Apesar das boas perspectivas de produção à soja e ao algodão, o arroz tem um cenário inalterado pela Conab. A rizicultura estadual deve repetir área (166 mil ha) e reduzir levemente a produção de 528 mil t para 526 mil t.

No topo do mundo - A safra nacional 2013/14 deve fazer do Brasil o maior produtor de soja do mundo. A previsão feita pela Conab é que o volume recorde seja entre 87,4 milhões a 89,7 milhões de t, superior às projeções da safra norte-americana de soja, estimada em 85,7 milhões de t pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, sigla em inglês).

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Neri Geller, a superioridade da safra brasileira em relação à norte-americana deve-se à seca, que afetou a produção daquele país. “As condições climáticas no Brasil favorecem muito os resultados que vimos hoje {ontem}. A safra total brasileira tem o potencial de superar 200 milhões t”.

Brasil- A produção brasileira de grãos para a safra 2013/2014 está estimada entre 191,9 e 195,5 milhões (t), que representa alta percentual entre 2,6% e 4,5%, respectivamente, em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 187,09 milhões t. Os produtos com maior destaque são a soja e o milho, que cresceram tanto em área quanto em produção, devido ao bom comportamento dos cultivos e aos preços dos grãos no mercado internacional. A produção de soja deve alcançar entre 87,6 e 89,7 milhões t e a área, entre 28,6 e 29,3 milhões ha. Já o milho (total) tem produção estimada entre 78,4 e 79,6 milhões t e área de 15,3 a 15,6 milhões ha.

A área plantada da safra deve passar dos 54,1 milhões ha, podendo chegar a 55,1 milhões, o que representa um incremento entre 1,6% a 3,5% em relação à área anterior, que chegou a 53,34 milhões ha.


Fonte: Diário de Cuiabá

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