Diretores da Aprosoja MT e IMEA apontam viabilidade do porto no Amapá
8 de outubro de 2013

O superintende do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola), Otávio Celidônio, disse, ontem, que escoar parte da safra de grãos do Mato Grosso via porto de Santana, no Amapá, "será uma boa alternativa”. A opção foi discutida, na capital, entre diretores da companhia que administra o porto e dirigentes de entidades do setor produtivo. “Não existe um porto que seja a salvação, tem cargas para serem transportadas para todos os portos, temos que buscar todas as alternativas", apontou Otávio.

O presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, disse que não há dúvidas que o Porto de Santana é uma grande rota de escoamento da safra de Mato Grosso e se somará às opções que estão sendo feitas. “Essa discussão não é novidade, o Movimento Pró-Logística vai trabalhar no sentido de estreitar as relações de forma a destravar os trâmites burocráticos para que o porto viabilize cada vez mais”, disse, através da assessoria.

Os representantes do porto apontaram que a rota proporcionaria redução de 30% nos custos de frete para os produtores de Mato Grosso. O maior volume da safra é escoado via portos em Santos (SP).

O diretor presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Tork, expôs que umas das principais vantagens do porto é a localização geográfica. “Temos capacidade de recebimento de 400 contêineres, de armazenagem de 54 mil toneladas de grãos, além do custo de praticagem e estamos a 800 km do Porto de Miritituba”. O porto está sendo preparado para aumentar sua capacidade para movimentação de cargas e que o Amapá já conta com algumas empresas de Mato Grosso na construção de infraestrutura para armazenamento de grãos.

Segundo estudos do IMEA, em 2022, 36% das exportações de grãos devem ser feitas por portos em Santarém-Miritituba (Pará), se igualando ao trajeto pelos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Vitória (ES) no mesmo período. Em 2014, a participação das exportações 48% devem ser de milho e 36% de soja.

Este foi o terceiro encontro, em Mato Grosso (principal produtor de soja, carne, algodão, milho e demais produtos) com líderes do Amapá que buscam atrair o escoamento da produção. Ano passado, o governador Camilo Capiberibe esteve em Lucas do Rio Verde (principal produtor nacional de milho safrinha) expondo as vantagens em exportar usando o porto de Santana.

  


Fonte: Só Notícias/Agronotícias

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