Centro-Norte de MT tem menor participação nos leilões de milho da Conab
1 de outubro de 2013

Apenas 31% das pouco mais de 11 milhões de toneladas de milho projetadas na região Centro-Norte, que responde por 28,8% da produção estadual de 21,9 milhões de toneladas, foram comercializadas por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro). É o menor desempeno diante das outras regiões. O apontamento foi feito, esta tarde, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no boletim semanal do grão. Esta é a área dividida pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que mais sofre com falta de armazenagem. Nela estão municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Diante desse cenário segundo o Imea,“como as atuais cotações de R$ 7,58/sc na região desestimulam as vendas pelos produtores, seriam necessários volumes maiores de Pepro para aliviar os gargalos e estimular as vendas para desafogar a oferta da região. Apesar de os volumes negociados nos leilões terem sido insuficientes para garantir uma reação nos preços, o Pepro tem servido como válvula de escape para minimizar os efeitos dos gargalos”.

Em uma amplitude estadual, o Imea destacou que por meio dos leilões foram comercializadas 6,25 milhões de toneladas de milho até o momento para Mato Grosso, cerca de 29% da produção total.

No mercado interno mato-grossense, o instituto destacou que durante a última semana, o grão apresentou as menores cotações do ano, encerrando com média estadual de R$ 10,13/sc. Apesar do leilão realizado pelo governo no dia 20 deste mês, os valores do cereal não reagiram positivamente. “Isso pode ser explicado, entre outros fatores, devido ao início da colheita norte-americana e às embarcações lotadas de milho nos portos, pressionando os preços para baixo. Assim, os compradores do cereal reduzem as compras do produto, mantendo seus preços baixos ou permanecendo fora do mercado”.

De acordo com Imea, Rondonópolis apresentou os maiores preços do Estado, com o milho encerrando a semana a R$ 12,75/sc, queda semanal de 4,5%. Em Sorriso, o cereal encerrou a R$ 8,00/sc, e em Sapezal, a R$ 9,85/sc.

 


Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Weverton Correa

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