Algodão: aquisição de programa fomentará melhoramento genético em Mato Grosso
27 de novembro de 2008

Autor: Assessoria com Redação

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA) adquiriu da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), de Cascavel (PR), o programa de melhoramento genético de algodão. Essa aquisição, que já vinha sendo negociada há seis meses, além de agregar os germoplasmas de algodão das duas entidades (IMA e Coodetec), vai acrescentar ao seu banco variedades protegidas e em proteção.

Para o presidente do instituto, Gilson Ferrucio Pinesso, o objetivo do investimento é colocar à disposição da cotonicultura mato-grossense e brasileira variedades de algodão com resistência múltipla a doenças, qualidade e produtividade de fibras superiores às hoje disponíveis. Os primeiros experimentos serão montados em todos os núcleos de produção de Mato Grosso já nesta safra 2008/2009, que se inicia no próximo mês. “A intenção agora é avaliar, os materiais a partir dos resultados obtidos nas diversas condições regionais do Estado”, frisa Gilson Pinesso.

O presidente do IMA garante que com a nova aquisição haverá uma redução nos custos com melhoramento genético do algodão, uma vez que a fusão dos dois programas otimizará a montagem de ensaios de campo. Ele diz que o melhoramento genético do instituto é voltado para a sustentabilidade da cultura e do meio ambiente, sendo que um dos principais alvos é reduzir em pelo menos 50% a aplicação de fungicidas no curto prazo. A pesquisa do IMA é focada também na obtenção de plantas mais tolerantes às principais doenças (ramulária, ramulose, bacterioses, nematóides e fuzariose) que ocorrem com bastante freqüência nas lavouras em Mato Grosso.

“Os novos materiais estarão disponíveis para os produtores com o que há de mais moderno em termos de biotecnologia”, afirma Gilson Pinesso, destacando que o intuito do IMA é de obter também variedades mais precoces a fim de reduzir o tempo de permanência da cultura no campo e, com isso, utilizar menos agroquímicos. “Nossa preocupação com a sustentabilidade ambiental vai ao encontro da redução de custos, justamente porque o modelo atual está praticamente inviabilizando a cultura do algodão”, assegura Gilson Pinesso. De acordo com ele, atualmente são gastos mais de U$ 2 mil para se cultivar um hectare de algodão. “Quem ganha é o produtor e o mercado que vai receber matéria-prima com maior qualidade e eficiência”, sublinha o presidente do IMA, lembrando que o algodão mato-grossense tem reconhecimento internacional pela qualidade. “Nossa missão é melhorar ainda mais”, avisa Gilson Pinesso.

A Coodetec é uma cooperativa central que congrega atualmente 40 cooperativas associadas, sendo 27 do Paraná, duas de Santa Catarina, uma de Goiás, uma de Mato Grosso do Sul, uma de São Paulo e oito do Rio Grande do Sul. A base territorial da cooperativa é o Brasil podendo receber associadas de qualquer Estado, sendo duas cooperativas centrais: Cotriguaçu e Coceal com cinco filias cada.
O IMA possui um centro de pesquisa estabelecido na cidade de Primavera do Leste e vários campos de ensaios espalhados pelo Estado.

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