Soja especial oferece oportunidade de rentabilidade para produtores rurais
27 de setembro de 2013

A “soja especial” - oleaginosa não geneticamente modificada utilizada para alimentação humana – tem ganhado espaço no mercado e pode ser uma opção rentável para os produtores rurais. O tema foi abordado no Workshop sobre Soja Especial, que aconteceu, ontem,  na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. “É um nicho bem interessante. O mercado vem crescendo em países da Europa e no Japão, por exemplo, e isso representa uma boa possibilidade de rentabilidade para os produtores”, ressalta o assessor técnico da CNA, Leonardo Machado.

Na opinião do presidente da  Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPEDF), Renato Simplício Lopes, é importante debater os avanços que a tecnologia oferece para a agricultura e as possibilidades de agregar valor ao produto final, algo essencial para os produtores permanecerem na atividade. Segundo ele, dados do Censo Agropecuário de 2006 mostraram que a tecnologia respondeu por 68% do valor bruto da agropecuária brasileira, enquanto a terra e o trabalho foram responsáveis, respectivamente, por 10% e 22%. “A inovação tecnológica é crucial hoje em dia e essas novas variedades de soja especial representam mais uma contribuição importante para o segmento”, salienta.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ricardo Tatesuzi de Sousa, que ministrou a palestra “Soja – mercados potenciais, múltiplus usos e agregação de valor”, destaca que hoje as empresas pagam até US$ 50 a mais por tonelada para os agricultores que produzem o grão convencional. De acordo com ele, muitos países europeus estão investindo na rotulação de carnes e isso representa mais um mercado em potencial para aqueles que investirem nesta soja. Outra grande vantagem é que soja brasileira é a que tem o maior índice de proteína do mundo. “Temos que trabalhar em cima disso e vender esse diferencial. O problema é que hoje Chicago baliza tudo igual. Exportamos apenas cinco milhões de toneladas de soja convencional por ano. Isso não dá nem 10% da produção nacional”, compara ele.


Fonte: So Notícias/Agronotícias com assessoria

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