Termina vazio sanitaìrio da soja em Mato Grosso; plantio liberado
16 de setembro de 2013

O período de proibição do plantio soja, mais conhecido como vazio sanitário, terminou ontem em Mato Grosso. O que significa que os produtores já estão se preparando para semear a terra, assim que ocorrerem as primeiras chuvas, para dar início à safra 2013/2014 de soja. Durante o período de vazio sanitário, que dura 90 dias, é estabelecido por lei a proibição total do plantio de lavouras comercias de soja em todo o Estado. Vale ressaltar que apenas em áreas onde são realizadas pesquisas a partir da liberação do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) é permitido o plantio devidamente monito- rado. Sendo que fica a cargo dos produtores a destruição das plantas tigueras presentes em suas lavouras.

Dessa forma, além da presença de plantas involuntárias, chamadas de soja guaxa ou tiguera, nos campos e às margens de rodovias, muitas podem estar infestadas com o fungo Phakopsora sp, causador da ferrugem asiática. Por isso essa medida adotada pela Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento é uma proteção contra a doença, que provocou um prejuízo de 2 bilhões de dólares à sojicultura brasileira na safra 2005/2006. Durante o período do Vazio Sanitário, todas as plantas de soja existentes na propriedade devem ser erradicadas, por meio de produtos químicos ou equipamentos. O objetivo é reduzir os impactos negativos causados pela doença, com o produtor tendo menos gastos com defensivos agrícolas e mais chance de total aproveitamento da safra.

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT) recomenda que o produtor redobre o monitoramento das lavouras, além de utilizar produtos recomendados por engenheiros agrônomos e principalmente que observem o intervalo entre uma aplicação e outra. Não se esquecendo dos princípios básicos quanto à tecnologia de aplicação, como a hora ideal para a aplicação, temperatura e velocidade do vento. De acordo com o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas, o monitoramento eficaz e a prática destas ações diminuirão a pressão da doença no Estado e, consequentemente, todos os produtores serão beneficiados. Segundo Ribas, as orientações preventivas são para que não ocorram prejuízos do tamanho das que ocorreram na safra 2012/13, que giram em torno de US$ 1 bilhão. Já na safra 2011/2012, a doença resultou em perdas financeiras na comercialização de R$ 364 milhões, de acordo com o Imea.


Fonte: A Gazeta

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