Presidente da Embrapa diz que complexidade será tônica do futuro no agronegócio
13 de setembro de 2013

Depois de mais de 20 horas de debates em quase três dias, terminou nesta quinta-feira (12) o seminário “O futuro da inovação na agricultura tropical: oportunidades e responsabilidades para o setor de inovação agrícola brasileiro”. Realizado na Embrapa Estudos e Capacitação, o evento contou com cerca de 15 palestrantes, grupos de trabalho, debates e reuniu especialistas, líderes e representantes de empresas de pesquisa e de fomento de várias partes do mundo para discutir temas de relevância para o setor.

Durante o encerramento do seminário, no início da tarde, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, destacou que nas próximas décadas a complexidade será a norma em todos os campos do conhecimento. “O mundo está mais imprevisível e multipolar, o que impõe a uma instituição como a nossa desafios enormes, uma vez que trabalhamos com o futuro, cada vez mais difícil de antever”, afirmou.

Lopes comentou que os quase três dias de seminário foram muito intensos, ricos em discussões e debates relevantes para o futuro da pesquisa agropecuária tropical. “Agora, a equipe do Agropensa e o seu Comitê Gestor vão se debruçar sobre as informações geradas nesses quase três dias e transformá-las em uma nova versão do Documento de Referência que será apresentado à sociedade em abril de 2014, contendo a visão da Embrapa para o futuro da Empresa e para os próximos 20 anos”, explicou. Segundo ele, esse documento ainda será discutido em outras duas ocasiões ainda em 2013.

O presidente da Embrapa ressaltou a importância das parcerias, “fundamentais para a trajetória da Embrapa e também para construir o futuro que estamos delineando”. Para Lopes, não basta apenas gerar conhecimento, é preciso também gerenciar relacionamentos, uma vez que instituição nenhuma pode abraçar os desafios do futuro sozinha. “Essas são palavras-chaves para os próximos anos: complexidade, conhecimento e relacionamento”, frisou.

Protagonismo
No cenário internacional, o presidente da Embrapa lembrou que o Brasil tem sido chamado com frequência a assumir responsabilidades cada vez maiores na geração de oferta suficiente de alimentos para uma população crescente. “Temos o compromisso de reforçar o papel do Brasil como protagonista no mundo tropical, para a segurança alimentar do planeta e, consequentemente, para a paz mundial. Devemos ajudar outros países a desenvolverem suas agriculturas e, nesse modelo, temos que pensar em pessoas, instituições e políticas, não só em entregar as tecnologias”, destacou.

Alguns desafios para o futuro, na visão de Lopes, trazem questões como a alimentação associada à saúde - com a mudança de foco da questão da cura para a prevenção de doenças por meio de uma alimentação saudável e funcional -, as mudanças climáticas, a gestão territorial, a gestão do negócio integrada à química verde e as indústrias da biomassa, entre outras.

Agropensa
O fórum “O futuro da inovação na Agricultura Tropical” reuniu lideranças mundiais de Ciência e Tecnologia do setor agropecuário. O evento promovido fez parte das atividades do Agropensa, o Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa. A rede é dedicada a produzir e difundir conhecimentos e informações em apoio à formulação de estratégias de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para a própria Empresa e instituições parceiras.

Lançado no dia 24 de abril, durante as comemorações do 40º aniversário da Embrapa, o Agropensa atua no mapeamento e apoio à organização, integração e disseminação de base de dados e de informações agropecuárias. Ele captura e prospecta tendências, identifica futuros possíveis e elabora cenários que permitam à agropecuária brasileira melhor se preparar diante de potenciais desafios e oportunidades.

O fórum foi a primeira etapa da estratégia da Empresa para a construção do documento “Visão 2013-2033: Desafios e oportunidades tecnológicas para a agricultura brasileira do futuro”, que será apresentado à sociedade em abril de 2014.


Fonte: Eduardo Rodrigues/assessoria

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