China vai intensificar importações de milho
28 de agosto de 2013

As recentes mudanças no perfil da China, que está consumindo mais proteína, devem resultar em importantes mudanças nos próximos cinco anos no comércio mundial de grãos. A principal delas é que o país deve iniciar a importação de milho, favorecendo os produtores brasileiros. “A China já foi exportadora relevante do grão, mas voltou a se abastecer no mercado internacional a fim de dar suporte a crescente demanda interna”, disse André Pessoa, diretor daAgroconsult durante palestra sobre perspectivas para a agropecuária brasileira durante o 3º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido nesta segunda-feira (26/08), em São Paulo, pela Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos.

Este ano as compras externas do país devem somar 3 milhões de toneladas, mas para 2014, a expectativa é de que a China importe 10 milhões de toneladas, podendo chegar a 41 milhões de toneladas em 2018. “Essa é uma mudança significativa e que o Brasil teria condições de tirar um proveito fantástico, mas não consigo afirmar isso devido as deficiências crônicas na logística e na infraestrutura brasileira”, comentou o consultor. Para Pessoa, com isso, o Brasil deve se consolidar como o segundo maior exportador mundial de milho.

Ao fazer uma avaliação geral sobre as projeções dos níveis de rentabilidade dos produtores de milho e de soja para os próximos anos, o consultor informou que o quadro continua bastante favorável, apesar de certo declínio. No caso da soja produzida no Mato Grosso, segundo Pessoa, o valor de R$ 900,00 por hectare conseguidos nos últimos anos, deverá recuar para R$ 650,00 por hectare, agora em 2014. “Ainda assim é uma rentabilidade excelente”.

O palestrante detalhou também as projeções de plantio para a próxima safra que, devem sair de 27, 7 milhões de hectares em 2013 para 29,3 milhões de hectares na safra 2013/14. Os preços da soja que se encaminhavam para patamares abaixo dos US$ 12 por bushel, devem oscilar cima dos US$13, uma vez que a safra americana antes estimada em 90 milhões de toneladas, está mais próxima de 85 milhões de toneladas. “Com isso estimamos que o preço médio fique em torno de US$ 12 por bushel, e considerando a taxa de cambio aqui no Brasil é um excelente valor em termos de sinalizador de rentabilidade para o agricultor brasileiro”, diz.

A Agroconsult estima ainda que o mercado de fertilizantes dever ter, na próxima safra, um aumento de 2,6% sobre o consumo de 30,3 milhões de toneladas registrado na safra deste ano.

Outra constatação feita durante o evento foi a de que o papel do fertilizante no aumento da produtividade agrícola é decisivo. Estudos indicam que de 40% a 60% do aumento da produção agrícola conseguida pela agricultura mundial desde 1960 só foi possível graças aos fertilizantes. Além disso, a indústria de biotecnologia voltada para o agronegócio promete um incremento entre 3% e 4% para a produtividade nos próximos anos. As constatações foram detalhadas por Terry Roberts, presidente do International Plant Nutrition Institute (IPNI), na palestra de abertura do evento.


Fonte: Globo Rural

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026