Aprosoja Brasil aponta que safra americana deve ter perdas de produtividade
21 de agosto de 2013

O clima vem prejudicando as lavouras de soja e de milho nos Estados Unidos e, consequentemente, reduzido as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a da safra 2013/2014. As lavouras do Meio-Oeste norte-americano sofreram com o excesso de chuvas durante o plantio e, agora, enfrentam períodos de estiagem.

Em julho, uma equipe do Projeto Soja Brasil visitou lavouras no Corn Belt, a grande região produtora de grãos do país, e encontrou muitas plantações com problemas. Agora, em agosto, representantes da Aprosoja Brasil estão visitando a região para mostrar com está o andamento das safras de soja e de milho.

Nessa terça, dia 20, a equipe saiu de Chicago rumo à Des Moines (Iowa). Durante o caminho de Illinois até a primeira parada, passaram por centenas de lavouras em cidades como Dekalb, Rockford, Morrison, Clinton (que fica na divisa com Iowa), entre outras, e puderam perceber o desenvolvimento dos grãos na região. O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, que acompanhou o Projeto Soja Brasil em julho, está novamente no país e, de lá, conta suas primeiras impressões sobre as lavouras.

– É importante relembrar que a safra foi plantada com atraso, o que certamente deve afetar a produtividade. No início de julho estivemos aqui, quando rodamos por mais de três mil quilômetros, e constatamos uma realidade diferente daquela que o próprio USDA relatava, tanto que em seu relatório de agosto corrigiu sua previsão de safra colocando os números mais baixos – diz.

Glauber conta que em Illinois, logo no início da viagem, as primeiras lavouras de milho, que há um mês ele acompanhou e estavam muito boas, agora chamam a atenção pelo formato das folhas, muito em pé e meio fechadas.

– Isso é típico da proteção contra a falta de água. Mais à frente, vimos uma soja com vagem que não fechou, paramos e fomos olhar mais atentamente. Tanto o milho quanto a soja apresentaram estresse hídrico, o solo rachado, o milho com espigas miúdas. Sem dúvida aquela região foi uma das que teve seu plantio mais atrasado. Fomos nos informar e nossa suspeita confirmou, há mais de duas semanas não chovia naquela região.

Segundo Glauber, a seca prevista mais o Oeste dos EUA e que, supostamente, livraria o Estado de Illinois, se estendeu por toda a região.

– Mais à frente, vimos lavouras melhores, mas ao examinarmos, vimos muita disparidade de espigas, o que demonstra que a seca também as afetou. Claro que as lavouras mais tardias estão sendo mais prejudicadas, uma vez que entraram em enchimento de grãos agora. Se esta seca continuar por mais uns dias, as perdas serão agravadas.

Nos 600 quilômetros que a equipe percorreu na terça, Glauber percebeu um quadro de perdas, tanto nas lavouras de milho, quanto de soja.

– Pelo que vimos até agora, é um quadro de perdas na soja e no milho, claro que a soja tem um poder de resistir a seca muito maior que o milho. Haverá quedas de produtividade, mas não dá para prever grandes perdas ainda. No milho, constatamos o que produtores nos disseram há dois meses, que o enraizamento do milho está prejudicado pelo atraso no plantio. Agora, com a falta de chuva que já vai superar três semanas, o milho sofre. Se não chover muito milho que agora começa a formar a espiga vai sofrer grandes perdas.


Fonte: Rural BR e assessoria

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