Produtores no Médio Norte de MT usam silo bolsa para guardar milho
30 de julho de 2013

Com 75% das lavouras de milho já colhidas, de uma safra recorde estimada em 17 milhões de toneladas, os produtores de Mato Grosso procuram alternativas emergenciais para estocagem dos grãos. Os silos bolsas são a opção, principalmente nas áreas com maior déficit de armazenagem, como a região Médio-Norte, que compreende municípios como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), já foram vendidos a Mato Grosso uma quantidade de silos bolsas com capacidade de armazenar 2,4 milhões de toneladas, o que poderia amenizar momentaneamente o problema. Apesar disso, não se sabe quanto do potencial dessas bolsas já está sendo usado e quanto ainda está disponível.

Mas a viabilidade dos silos bolsas também enfrenta entraves quanto à capacidade de investimento dos agricultores, ao tempo de armazenagem e aos altos custos com maquinário, tanto da embutidora como da extratora, itens que controlam o fluxo de grãos nos silos. O investimento na embutidora e extratora aproxima-se dos R$ 80 mil, enquanto o valor do silo bolsa, em média, é de R$ 1,4 mil.

Enio Rigo, de Lucas do Rio Verde, é um dos produtores que se antecipou às condições desfavoráveis de armazenagem e adquiriu com antecedência os equipamentos. “Nós fizemos o pedido 90 dias antes e recebemos os equipamentos no prazo, 30 dias antes da colheita. Já a extratora está programada para chegar no dia 10 de agosto”, descreve.  É o primeiro ano que o produtor utiliza a tecnologia de armazenagem e pontua que tudo tem seguido dentro do esperado. “O uso é tranquilo e eu me baseei nas experiências de amigos da Bahia e Maranhão que utilizam esses silos há 10 anos. O que eles me aconselharam é que a armazenagem até 12 meses é segura e mantêm a umidade ideal”, pontua. Ainda segundo Enio, ele conhece mais de 20 pessoas, só no município de Lucas do Rio Verde, que estão fazendo o uso dos silos bolsas.

 

Problemas logísticos - No primeiro semestre de 2013, o transporte foi o desafio maior na logística da produção, com o congestionamentos nos portos brasileiros. Neste segundo semestre a armazenagem tem apresentado-se como antagonista no caminho da produção do estado, pois grande parte dos armazéns de Mato Grosso, que têm capacidade estática total de 29,4 milhões de toneladas, ainda possuem soja estocada.

Exemplo são os armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, sucateados e sem uso, conservam milho estocado da safra de 2008. Em todo Mato Grosso são 21 armazéns da Conab, com capacidade para 200 mil toneladas de grãos. Em julho, o governo federal, para resolver a situação a nível nacional, prometeu empregar R$ 150 milhões na reforma de armazéns da Conab, além de R$ 350 milhões para construir dez novas unidades em diferentes estados brasileiros.


Fonte: Assessoria

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