Pró-logística identifica em portos dificuldades para escoar safra de MT
29 de julho de 2013

Diretores da Aprosoja, Movimento Pró-Logística e da Escola Superior de Agricultura (ESALQ-LOG) visita, na segunda (29) a unidade de Porto Velho, em Rondônia para conhecer a estrutura por onde parte da safra mato-grossense é escoada. Na terça, estão previstas reuniões com o gerente portuário da empresa Hermasa Navegação da Amazônia e da Cargill. Na quarta, será visitado em Manaus (AM) o terminal Bertollini. Na quinta (1º), em Itacoatiara (AM), a equipe vai acompanhar os trabalhos do terminal da Amaggi.

Há poucos dias, eles visitaram alguns portos da região Norte para conhecer de perto a situação atual, entraves e as possibilidades oferecidas pelos portos. A expedição é a segunda da rodada técnica para identificar os gargalos logísticos brasileiros.

Com objetivo de estreitar o relacionamento e aprofundar estudos sobre os principais terminais portuários do Brasil, também serão realizadas reuniões técnicas com representantes das empresas responsáveis pelos portos. O diretor executivo do Movimento, Edeon Vaz Ferreira, explicou que os três portos são importantes para o produtor mato-grossense e que grande parte da produção do Oeste do estado é levada para o porto de Itacoatiara.

O de Porto Velho é utilizado para movimentar a soja que é produzida em Mato Grosso e é composto por três berços que permitem a atracação de barcaças fluviais. “No porto de Porto Velho se embarca por meio de barcaças e de lá os grãos vão para os portos de Itacoatiara e Santarém”, disse Edeon. O porto de Itacoatiara embarcou na última safra aproximadamente 4 milhões de toneladas de soja.

Com a primeira visita técnica, realizada de 15 a 19 de julho, aos portos das regiões Sul e Sudeste do país, já foi possível perceber a ineficiência dos acessos aos principais portos, segundo o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz. “Notamos que alguns portos estão trabalhando no limite e que as cargas estão levando muito tempo para serem embarcadas, na maioria dos terminais”, relatou.

Segundo Vaz, o porto de Santos (SP), responsável pelo escoamento de 58% da produção de soja e 69% do milho de Mato Grosso, não apresenta problema quanto à capacidade e instalação e trabalha com capacidade média de carregamento de 2.500 toneladas/horas. Porém, o grande problema está no acesso dos navios aos terminais e do caminhão e ferrovias aos portos. “Precisa se equacionar o problema de acesso", finalizou ele.

Já no porto de Paranaguá, segundo maior destino da produção de Mato Grosso, foi verificado problemas na capacidade de carregamento. A média de embarque está em 700 toneladas/horas. Precisam-se dragar as bacias portuárias também para que os navios possam sair com maior volume de carga.


Fonte: Só Notícias/Agronotícias com assessoria

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