Soja Intacta deve ocupar 6% da área plantada em MT na safra 13/14
26 de julho de 2013

Mato Grosso pode ocupar já na safra 2013/14 cerca de 500 mil hectares de sua área de soja com a nova tecnologia Intacta RR2, desenvolvida pela multinacional Monsanto. A introdução das 500 mil sacas de sementes deve ocorrer sobre 6% do espaço total da cultura. Os produtores do estado devem plantar 8,2 milhões de hectares.

 

Os números levam em conta a projeção da companhia em conjunto com parceiros que desenvolveram variedades que contêm a  tecnologia. Já em âmbito Brasil devem ser 3 milhões de sacas de sementes sobre 2,5 milhões de hectares.
 
 
"Essa semente está nas mãos das sementeiras, todas licenciadas. Naturalmente, as empresas já vinham fazendo reserva para os clientes. Essa é a nossa previsão", diz Márcio Santos, diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produto da Monsanto.
 
 
A utilização da nova tecnologia - que nos campos vai substituir a primeira geração da família Roundup Ready (RR) - foi liberada ontem (23), em anúncio feito pela companhia. Ocorreu um dia após a empresa e produtores de Mato Grosso celebrarem acordo sobre o preço dos royalties. O 'benefício' também foi estendido aos demais estados brasileiros, mas condicionado à desistência, pelo setor agrícola, de ações na Justiça e contrárias à multinacional.
 
 
Conforme a Monsanto, o produtor cuja opção for a Intacta RR2 vai pagar R$ 115 por hectare, juntamente com a semente. Ao assinar termo de quitação - que confirma abrir mão das ações - o agricultor passa a usufruir de um bônus no valor de R$ 18,50 pelas próximas quatro safras. Desta forma, o custo da Intacta passa a R$ 96,50 por hectare. Entretanto, o sojicultor terá que esperar um ano para sentir os efeitos do 'benefício'.
 
 
Agricultores mato-grossenses também questionavam a cobrança indevida de royalties sobre a soja RR1, desde 2010, mediante ações judiciais.
 
 
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado (Famato), Rui Prado, diz que só houve a aceitação da oferta porque ao fim de quatro anos ela já teria devolvido, mediante bônus, R$ 1 bilhão em nível Brasil. O valor aproxima-se ao que os empresários pediam ressarcimento.
 
 
"Chegamos em um número e ele se traduz nesse desconto, nesse bônus que a Monsanto vai dar ao produtor quando comprar a nova tecnologia. Ao fim de quatro anos a empresa vai ter devolvido na forma de bônus aos produtores rurais brasileiros R$ 1 bilhão", afirmou Prado.
 
 
A ação questionando a cobrança ilegal foi movida pela Famato e os 47 sindicatos rurais. O produtor que se recusar a assinar os termos propostos pela Monsanto terá autonomia para continuar com ações individuais. "O produtor vai buscar essa tecnologia para fazer de forma eficiente a sua agricultura", disse ainda Rui Prado.

Fonte: Cenario Mt

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