Indústria aposta no etanol e quer conquistar consumidor
24 de julho de 2013

Essa indústria, com todo seu potencial de produção de biocombustíveis, estará também representada na Fenasucro 2013 - 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergético, onde alta tecnologia, tendências da indústria e atualização profissional estarão sendo apresentados pelas principais empresas e entidades que movimentam este setor.

O sucesso do flex começou com o lançamento do Gol de março de 2003, com motor 1.6. O crescimento do número de carros com essa tecnologia foi rápido, e 90% da frota leve comercializada no Brasil hoje é flex, pulverizada em 173 modelos e 15 marcas. No ano passado, a participação em vendas desse tipo de carro no Brasil foi de 87%, 3.163 milhões de carros. A porcentagem manteve-se de janeiro a maio de 2013, com 1,246 milhão de unidades flex vendidas.

Segundo especialistas que participaram da publicação 20 Milhões de Flex, da Anfavea, em 2013, há previsão de que o etanol volte a ser economicamente viável nos postos, em mais de 60% dos locais onde a frota flex circula. Não é uma opinião isolada, mas existem entraves a serem derrubados. Em suas declarações à imprensa, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues mostrou-se alinhado com o setor sucroenergético ao dizer que a volta do imposto conhecido como Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) não é ideia “absurda”. A taxação sobre o combustível fóssil daria mais competitividade ao etanol, já que o preço atual da gasolina é controlado pelo governo, como incentivo ao consumo do derivado de petróleo.

Outros benefícios

No Brasil a emissão média de CO2 que sai pelo escapamento é de 170 g/km, e o índice costuma ser mais baixo quando se usa etanol. Ainda, por ser menos volátil do que a gasolina, a emissão evaporativa do etanol é menor, quando se abastece tanques e veículos. As usinas, por sua vez, queimando o bagaço da cana produzem energia elétrica, que as faz funcionar, e ainda podem vender a energia excedente. Desde o lançamentos dos primeiros carros flex, em 2003, o uso do etanol já evitou 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. O número é significativo, e equivale a Colômbia e Peru sem emissão de carbono durante um ano.

Os quase 8 milhões de hectares plantados no Brasil durante a safra 2012/2013 resultaram em 594,3 milhões de toneladas de cana, com potencial para substituir o equivalente energético de 713 milhões de barris de petróleo em um ano, caso toda a colheita tivesse sido convertida em combustível - o volume representa quase metade do consumo nacional anual de petróleo.

Promovida pela Reed Multiplus e com realização do CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), a FENASUCRO 2013 terá novo formato e um módulo exclusivo de Transporte e Logística, integrando os setores agrícola,  industrial e transporte em um único evento. A edição 2013 reunirá cerca de 550 marcas expositoras entre nacionais e internacionais, e 35 mil visitantes de 20 estados brasileiros e 30 países, no período de 27 a 30 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

 


Fonte: Assessoria Fenasucro

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026