Colheita do milho chega a 56% em Mato Grosso e Médio-Norte é destaque
23 de julho de 2013

A colheita da safra de milho em Mato Grosso já atinge 56,6% dos três milhões de hectares semeados, evolução de 17,1 pontos percentuais (p.p.), correspondes a 11,1 milhões de toneladas. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) informou, esta tarde, que o atraso é de 9,61 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.  O destaque tem sido a região Médio-Norte, que já possui 67,9% da área concluída, com produtividade de 110 sacas por hectare, frente à média de 100 sacas no Estado. Na região “alguns municípios se apresentam ainda mais adiantados, como Lucas do Rio Verde, com 80%. Com isso, a região se destaca perante as outras, sobretudo, a região Centro-Sul, que apresenta os volumes de colheita mais atrasados do Estado, 37,8%”.

Com o rápido avanço da colheita e falta de estrutura para armazenagem, o instituto destaco u que muitos produtores estão estocando em silos bolsas, e outros, ainda, armazenando a céu aberto. “O problema de armazenagem se agravando a cada dia, em decorrência do avanço da colheita, e os baixos preços do milho que desestimulam os negócios, podem frear o ritmo acelerado da colheita no Estado, sobretudo, na região Médio-Norte, obrigando os produtores a permanecer com o milho nas lavouras por mais tempo”.

No mercado interno, o Imea frisou que o continua andando a passos lentos, com preços indicados pelos compradores abaixo dos pedidos pelos produtores, freando o ritmo das negociações. As médias nas cotações recuaram na semana passada 5,7%, encerrando em média a R$ 10,88 a saca bem abaixo do custo de produção dele, que para a safra 2012/13 gira em média de R$ 16,54. “Durante toda a semana, as máximas nas cotações atingiram R$ 14,64/sc em Rondonópolis, na sexta-feira, justificando a necessidade neste momento de intervenções do governo”.

Conforme o instituto, a semana passada encerrou com o milho cotado a R$ 9,50 a saca em Sorriso, queda semanal de 7,3%. “Com dificuldade de estocagem, muitos agricultores acabam vendendo o seu milho com preços que não cobrem seu custo de produção. Outros, no entanto, acabam por recorrer aos leilões”.


Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Weverton Correa

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