Associação dos Produtores de Sementes de MT defende 'fim de diferenças
27 de junho de 2013

Uma comitiva de 16 pessoas, organizada pela Associação Brasileira de Produtores de Sementes (ABRASS), está em Buenos Aires para conhecer a legislação sobre o uso de biotecnologia e sobre a captação de royalties no país, terceiro produtor mundial de soja. O presidente da associação, Elton Hamer, explica que a visita também tem a intenção de criar harmonia entre as leis dos países da América do Sul para que em um futuro próximo possam ser similares. “Buscamos fazer intercâmbios com outros países por entender que a legislação brasileira na área de sementes de soja precisa ser ajustada. Também queremos conhecer os custos de biotecnologia”, disse ele.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Carlos Augustin Ernesto, a idéia é que as legislações dos vários países possam atender toda cadeia de soja, respeitando a peculiaridade de cada um. “Ainda são muitas diferenças. No Brasil, o Ministério da Agricultura pode intervir quanto à soja salva e aqui não, precisa-se de uma ordem judicial”, disse ele. As entidades consideram a pesquisa muito importante e entendem que também é preciso manter a competitividade tanto para o produtor de sementes quanto para o de grão.

Segundo representantes da Monsanto na Argentina, 75% dos produtores já assinaram acordo para o pagamento de royalties e eles seriam descontados na moega. A informação não é confirmada pelos representantes da Associación de la Cadena de la Soja Argetina (ACSOJA), que dizem não saber ao certo o número de produtores que aderiram ao acordo. Os produtores argentinos nunca pagaram royalties sobre a variedade RR1 porque a multinacional não conseguiu registrar a patente no país. E será o primeiro ano em que os produtores argentinos pagarão para utilizar a tecnologia Intacta RR2 PRO.

O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, disse os produtores brasileiros estão pagando muito mais pelas sementes quando compram por meio das revendas. Segundo as empresas produtoras de sementes o valor pago é em torno de 40% a mais. “Estamos preocupados com esse custo que o produtor está desembolsando a mais e que muitos ainda nem se deram conta. Orientamos que os produtores comprem as sementes diretamente da empresa sementeira”, afirmou ele.

O produtor acaba pagando mais pela semente porque compra tudo junto, insumos, sementes, herbicidas, disse o vice-presidente da Aprosmat, Gladir Tomazelli. “O ideal é fazer a comprar segregada, pois assim saberá o preço real de ambos os produtos”, orientou.

A visita faz parte da Missão América do Sul, na qual a comitiva visitará também o Uruguai, Paraguai e Bolívia. Na terça (25) a comitiva visitou a Associación de Semilleros Argentinos (ISA), Confederaciones Rurales Argentinas (CRA) e a Associación Argentina de Protección de las Obtenciones Vegetales (ARPOV). Todas as reuniões foram acompanhadas pela adida brasileira na Argentina, Bivanilda Almeida. Na manhã de segunda (24), o grupo visitou o Instituto de Semillas (Inase), órgão semelhante ao Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso).

Integram a comitiva as entidades Aprosoja Brasil, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Aprosmat, Aprosul, consultores na área de legislação de sementes, tratamento de sementes, assessoria jurídica e um representante obtentor de germosplasma vegetal.


Fonte: Assessoria

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