Apesar da colheita farta, produtores reclamam dos preços pagos pelo milho em Mato Grosso
19 de junho de 2013

A grande oferta de milho no mercado tem preocupado os produtores em Mato Grosso. A estimativa de produção na safrinha, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), passou de 13 para 17 milhões de toneladas.
 
 
Com isso, diante da falta de estrutura para a armazenagem e de exportações, os produtores acabam fechando contratos com preços abaixo do custo de produção.
 

Colheita promissora contrasta com preços baixos
 
Motivados, os produtores aumentaram a área plantada de milho em 500 mil hectares. O clima ajudou. Choveu na hora e na medida certa. Porém, se a colheita é promissora, o mesmo não se pode dizer dos preços pagos ao produtor.
 
 
Desde a safra de 2005, o produtor não sofria tanto para fechar as contas da lavoura. Segundos produtores do Estado, o preço pago gira perto de R$ 9,00 a saca. De acordo com especialistas do setor, para que os produtores recuperarem os investimentos seria necessário que uma saca fosse comercializada a pelo menos R$ 15.
 
 
Além dos preços baixos, a comercialização também segue lenta. Dados do Imea apontam que apenas 36% da safra foi comercializada até agora ante 54% no mesmo período do ano passado.

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