Produtores de Mato Grosso protestam hoje contra novas áreas indígenas
14 de junho de 2013

Produtores rurais de Mato Grosso também protestam, hoje, contras novas áreas indígenas, na BR-364, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. A mobilização, liderada no Estado pela federação da agricultura (Famato) começa daqui a pouco, às 9h e vai até às 14h. Caravanas do Nortão, como das cidades de Sorriso, Sinop, Vera, União do Sul e Feliz Natal já começam chegar ao movimento. Lideranças políticas devem estar no manifesto. O deputado Nilson Leitão, presidente da sub comissão na Câmara dos Deputados que trata da criação de áreas indígenas, também vai participar.

O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Lenz, afirmou ao Só Notícias que a intenção com a mobilização “é levar ao conhecimento da opinião pública a real situação das demarcações.  Novas áreas prejudicam e muito a agricultura. Espaços consolidados estão sendo entregues aos índios. É uma vergonha, uma farra da Funai (Fundação Nacional do Índio). Tecnicamente eles deveriam ficar com florestas, no entanto, querem áreas abertas, próximos a pedágios, com arrendamento”.

O ato, que também em acontece em mais 6 Estados é de iniciativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), das Federações de Agricultura dos Estados e de outras entidades do setor rural contra a  atual política indigenista adotada pelo Governo Federal.

Conforme a frente, o protesto tem como objetivo sensibilizar governos federal e estaduais,  além da sociedade civil, para a necessidade de devolver a paz no campo, a segurança jurídica ao setor e a importância da agropecuária na produção de alimentos para o Brasil e para o mundo.

A assessoria informa que a FPA vê com "grande preocupação a problemática da questão indígena, das demarcações que expropriam proprietários legítimos de terras e  principalmente por causa do agravamento da situação enfrentada pelo setor produtivo nas últimas invasões dos índios ocorridas nas propriedades, a exemplo do que acontece no município de Sidrolândia (MS), onde ocorreram invasões  de propriedades pelos  índios terenas.  Hoje, no MS, 66 propriedades privadas estão invadidas por índios, algumas há mais de dez anos".

Os agricultores reivindicam ainda o fim das ampliações e demarcações de terras indígenas praticadas pela Funai em processos e laudos sem critérios objetivos,  sem  transparência e sem que os verdadeiros proprietários e prefeitos sejam chamados a se manifestar sobre tal assunto, conforme determina a lei.  Como não confiam nos laudos, nos pareceres e nas ações da Funai, os produtores rurais defendem maior transparência e participação de outros órgãos governamentais nessas polêmicas demarcações.

O setor entende que não é justo a Funai isoladamente demarcar áreas de terras que há tempos os índios deixaram de ocupar e que hoje em dia são fortes produtoras de arroz, feijão, milho, trigo, soja, mandioca e carnes, alimentos que abastecem o mercado interno e ainda gera excedentes exportáveis. Diante disso, o setor produtivo rural, com a articulação da FPA está se unindo em todo o Brasil em busca das imprescindíveis segurança jurídica e da paz no campo.


Fonte: Só Notícias/Agronotícias/Weverton Correa

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