Oferta cresce e frigoríficos de MT têm maior ocupação em 5 anos
4 de junho de 2013

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária divulgou, ontem à tarde, a análise da semana anterior sobre o mercado pecuário. Com abate de 1,93 milhões de cabeças de bovinos no primeiro quadrimestre, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), a utilização da capacidade frigorífica instalada no Estado, calculada pelo Imea, foi de 45,7%, uma elevação de 4,7 pontos percentuais ante a utilização registrada no mesmo período de 2012 (41,0%). "Um ponto de destaque é que nos primeiros quatro meses deste ano foi registrada a maior utilização dos últimos cinco anos, ou seja, nunca se utilizou tanto a capacidade instalada para o período dos quatro primeiros meses do ano em Mato Grosso. A alta na utilização da capacidade instalada é explicada, principalmente, pelo aumento da oferta de bovinos, machos e fêmeas. Para se ter uma ideia, em 2013 o estoque de machos disponíveis para abate será de 4,24 milhões de cabeças, a maior oferta dos últimos três anos, além disso, o maior descarte fêmeas-média de 54% para o primeiro quadrimestre contribuiu para elevação. Um ponto relevante da análise é que a industria reagiu bem ao aumento de oferta de gado no Estado, sendo verificado a reativação de plantas frigoríficas em Pontes e Lacerda e Vila Rica, resultando no aumento mais expressivo da utilização da macrorregiões oeste e nordeste".

O Imea também aponta que as indústrias frigoríficas instaladas em Mato Grosso estão com "fome", abatendo mais bovinos no primeiro quadrimestre do ano. A constatação é possível devido aos cálculos do Instituto que revelaram que a utilização da capacidade frigorífica instalada, isto é, a utilização das plantas em operação e fora de operação está em níveis elevados. No primeiro quadrimestre de 2012 a utilização da capacidade instalada do Estado era de 41,0%, já no primeiro quadrimestre de 2013 a utilização está em 45,7%, uma elevação de 4,7 pontos percentuais. De modo geral verificou-se manutenção ou elevação na utilização da capacidade instalada nas macrorregiões do Estado. Cabe destacar que no primeiro quadrimestre de 2012 existiam plantas na macrorregião nordeste e oeste que estavam paralisadas e neste ano elas voltaram a operar.

A volta dessas plantas na macrorregião oeste e nordeste aumentou a utilização da capacidade instalada no primeiro quadrimestre, chegando a 48,9% e 36,3%, respectivamente


Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: arquivo/assessoria)

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