Pandolfi espera apoio do PP para que a CPI do Fethab avance na Assembleia
3 de junho de 2013

O deputado estadual Márcio Pandolfi (PDT) espera ampliar o apoio à proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa, para apurar a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação em Mato Grosso. Pandolfi quer saber onde e como o Governo está aplicando os mais de R$ 700 milhões arrecadados anualmente. Criado em 1998, o Fethab recolhe recursos do setor produtivo para aplicar em manutenção e pavimentação de rodovias e construção de casas populares.

Pandolfi tem cinco assinaturas para a instalação da CPI, mas ainda faltam três para que a proposta avance e o Governo Silval Barbosa seja obrigado a prestar os esclarecimentos na AL. Neste sábado, Pandolfi revelou que espera nesta semana definir o apoio dos deputados do Partido Progressista (Ezequiel Fonseca e Antonio Azambuja). “A base começa a ficar incomodada com essa inércia do governo, em várias regiões do Estado”, revelou o pedetista.

Incomodado, o governador chegou a dizer na mídia cuiabana que as contas do Fethab estão disponíveis e a aplicação é acompanhada pelo Tribunal de Contas. Pandolfi insiste e faz as contas. “É só fazermos uma conta básica, primária: se o governo arrecada 600 milhões de reais por ano com o Fethab, vezes quatro, que é o mandato desse governo, dá 2 bilhões e 400 milhões de reais; 720 milhões de reais são dos 30% para a Copa. Aí sobram 1 bilhão e 700 milhões para serem divididos entre transportes e habitação, o que daria mais ou menos 850 milhões para cada área", argumenta.

"Aí se colocarmos o custo de 400 mil reais por quilômetro, na construção de asfalto, dá pra fazer mais de dois mil quilômetros de asfalto, com parcerias com os municípios e os produtores e já estamos com quase 30 meses desse governo e até agora não foram feitos nem 200 quilômetros de asfalto”, contabiliza Pandolfi.

Conforme o deputado, com R$850 milhões o Estado teria como construir pelo menos 20 mil casas populares, num valor de R$ 40 mil cada uma. “Acho que não foram feitas nem mil casas até hoje. Onde é que está esse dinheiro?”, questiona.

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