Mato Grosso registra 2º melhor saldo na balança comercial
16 de maio de 2013

Mato Grosso garantiu o 2º maior superávit da balança comercial do país no 1º quadrimestre de 2013, com saldo de US$ 4,706 bilhões. Em comparação com o resultado obtido no mesmo período do ano passado, quando o saldo chegou a US$ 3,504 bilhões, houve incremento de 34,29%. As exportações realizadas até abril movimentaram US$ 5,383 bilhões, 36,93% acima do montante registrado para o mesmo intervalo do ano anterior (US$ 3,931 bilhões). Importações somaram US$ 676,863 milhões, sendo 58,68% a mais que os US$ 426,384 milhões de 2012.

Economista especializado em Comércio Exterior, Vitor Galesso, lembra que o saldo positivo da balança comercial mato-grossense resulta do baixo índice de importações em comparação com o elevada exportação de produtos primários ou semiacabados. Para ele, apesar da crescente demanda global por alimentos, o Estado ainda precisa agregar valor aos produtos com avanços na industrialização.

Para completar esse processo, é necessário primeiro intensificar as importações de máquinas e equipamentos. “Nosso consumo interno é pequeno, mas produzimos muito. Por isso, o ganho competitivo de Mato Grosso está na capacidade exportadora”. Outra mudança necessária, afirma, é estabelecer uma política tributária que incentive as importações.

Gerente comercial do Porto Seco de Cuiabá, Elton Erthal, comenta que o governo do estado apenas garante o incentivo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diferido na entrada da mercadoria. “Assim, o importador recolhe o imposto apenas após a nacionalização da mercadoria”. Ele acrescenta que no 1º quadrimestre deste ano, as importações pelo Porto Seco reduziram cerca de 10%, baixando de US$ 60,193 milhões no ano passado para US$ 54,612 milhões até abril de 2013. Explicação para o recuo é que não houve aquisições de maquinários pelas indústrias locais. “Mas esperamos reverter esse quadro até o final deste 1º semestre, inclusive porque agora começa a importação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)”.
Nacional -
Melhor saldo comercial foi de Minas Gerais, com US$ 6,470 bilhões de superávit.
 

Fonte: A Gazeta

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