Maggi diz que liberação da cana não vai gerar impacto em Mato Grosso
15 de maio de 2013

Presidente da comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, o senador Blairo Maggi (PR-MT) afirmou nesta terça-feira (14) que o projeto de lei que autoriza o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia Legal não deverá impactar Mato Grosso. A proposta foi aprovada hoje em decisão terminativa pela comissão presidida por Maggi. E ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados.
 
 
Para o autor da proposta, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o plantio de cana na região vai estimular a produção de biocombustíveis. O relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), emitiu voto favorável, apontando a necessidade de ampliação das áreas de cultivo para atendimento das demandas futuras de etanol e açúcar.
 
 
“Se for aprovado, as áreas que não são de campo vão ser liberadas. Atualmente, o plantio é até permitido, mas não há o direito de acesso a financiamento para construção de usinas. O plantio em si não é proibido. É proibido banco botar dinheiro para, assim, dar uma segurada no plantio, segundo decreto. O projeto libera tudo isso”, disse Maggi, em referência ao decreto 6.961, editado em 2009 pelo governo federal e referente ao zoneamento agroecológico da cana. Os produtores não podem receber crédito rural para o plantio da cana.
 
 
“Não vejo grandes mudanças, nem para Mato Grosso e nem para lugar nenhum. Há projetinhos pontuais. Talvez haverá um projeto aqui e outro ali. Nada significativo como em São Paulo e Mato Grosso do Sul, estados fortes nessa área”, disse Maggi. Além do aspecto econômico, a questão ambiental não vai ser afetada, na avaliação do senador, que é ex-governador de Mato Grosso. “As áreas (a serem usadas) já são as convertidas, as degradadas. Não haverá permissão para abertura de novas áreas pra isso (plantio de cana)”, acrescentou.
 

Com parecer favorável de Maggi, comissão aprova projeto que restringe venda de sinalizadores
 
Maggi citou Juara e Sinop como cidades mato-grossenses que estão na Amazônia Legal. Além das terras desmatadas, o projeto também autoriza o plantio da cana nos biomas cerrado e campos gerais da Amazônia.
 
 
Negócios particulares
 
Empresário do agronegócio, Maggi afirmou que não pretende ter negócios na área de cana. “É uma atividade completamente diferente do que eu faço. Em várias oportunidades, já se olhou, já se estudou. É um setor complicado, que está sempre em grandes dificuldades, com preços regulados pelos preços de combustíveis. Em Mato Grosso, ficamos distantes dos centros consumidores. O preço do açúcar é baixo e o frete é caro”, observou. Ele é um dos maiores produtores de soja do Brasil.

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